Outras duas preocupações são: redução na produtividade e contratação de novos colaboradores.
O aumento dos custos operacionais com o fim da escala 6x1 é a maior preocupação entre os empresários do comércio. Conforme pesquisa da ACICG (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), a preocupação acomete 28,6% dos patrões.
Outros 24,8% acreditam que haverá redução da produtividade, 20% acreditam que será necessário contratar novos colaboradores e 20% acham que haverá pouco ou nenhum impacto.
Atualmente, 57,1% das empresas utilizam a escala 6x1. Já 10,5% adotam esse modelo parcialmente.
Para o presidente da ACICG, Omar Aukar, se houver a mudança, toda a cadeia produtiva será impactada.
O debate não envolve apenas as empresas. Uma mudança dessa dimensão também impacta condomínios, hospitais, supermercados, hotéis, serviços de segurança, limpeza, transporte e diversas atividades que funcionam de forma contínua.
É uma discussão que precisa considerar toda a cadeia econômica e os reflexos para a sociedade. Por isso defendemos um modelo que permita flexibilidade e evitando que uma regra única gere aumento de custos para toda a população”, explicou.
Diante do cenário, 44,8% dos empresários afirmam que precisariam contratar novos colaboradores; 38,3% estimam que o quadro de funcionários precisaria crescer entre 6% e 10%, e 19,1% projetam aumento entre 11% e 20%.
Na avaliação dos empresários, a transição do modelo da jornada de trabalho pode se tornar ainda mais complexa, já que 84,7% das empresas enfrentam dificuldades para contratar mão de obra.
Ainda de acordo com o levantamento, alguns empresários reconhecem possíveis benefícios. Dos entrevistados, 64,6% acreditam que uma jornada diferente pode contribuir para aumentar a produtividade dos colaboradores e 40,2% entendem que a escala 5x2 pode melhorar a atração e retenção de talentos.
Em relação ao modelo mais adequado para o mercado brasileiro, 25,5% defendem a obrigatoriedade da escala 5x2 e 11,2% preferem manter a escala 6x1.
Outros 35,7% defenderam modelos alternativos conforme a atividade econômica e 27,6% preferem um modelo flexível de acordo com a proposta em discussão.
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