Claro, a resposta vai depender do que o “ilustre” eleitor prioriza para exercer a governança: o postulante independente (outsider) hoje na moda, ou o candidato do ‘sistema’ com chances maiores de governabilidade.
ANÁLISE-1: Muitos candidatos que se intitulam independentes, apresentam propostas inovadoras em oposição aos modelos e estruturas tradicionais, prometendo romper com os vícios inclusive.
Temos exemplos, em todos os níveis, explorando o carisma pessoal, com os discursos que nos remetem aos candidatos vitoriosos Collor de Mello e Alcides Bernal (em Campo Grande).
ANÁLISE-2: A exemplo da economia, na política a teoria encontra pouco respaldo na pratica. É que na política cria-se um ambiente propício para as crises institucionais, pela falta de habilidade nas negociações políticas e também por contrariar “certos” interesses.
Enfim, a falta de base política é problema que reflete diretamente na gestão.
ANÁLISE-3: Na outra ponta da disputa estão os candidatos integrantes do chamado sistema, vinculados às estruturas de poder, com apoio de partidos e federações. Eles acenam com estabilidade institucional, experiência e facilidade na aprovação de leis, graças a maioria no legislativo.
Fatores que podem convencer ao longo da campanha.
ESTRATÉGIA: Alguns candidatos usam nomes de outros políticos como referência para reforçar a própria imagem e a credibilidade. Casos de Marco A. Santullo que se apresenta como ‘Santullo da Tereza’; do deputado Rodolfo Nogueira com o bordão ‘Gordinho do Bolsonaro’; do advogado Sandro Omar –que se autodenomina ‘Sandro do Vander’.
MULETAS? Entre os candidatos é comum se acrescentar nomes do seu bairro, da profissão (professor, militar, médico, enfermeiro) ou do próprio empreendimento comercial.
A PROPÓSITO: Nas eleições, chama a atenção a divulgação do patrimônio financeiro dos candidatos. Embora seja ato obrigatório junto a Justiça Eleitoral, nem sempre corresponde a realidade, pelos critérios de avaliação ou por outra estratégia.
Aliás, esse não é o caso do Valter. E confesso não conhecer alguma perda de mandato por falha na declaração.
MESMICE: Os bordões se repetem nas propagandas eleitorais deste ano. Alguns deles: Renovação de verdade – A força do povo – Governar para quem precisa – O trabalho não pode parar – Hora de mudança – Saúde, direito de todos – Vamos zerar as filas dos hospitais – Mais segurança para sua família – Educação para todos.
DO “ULTRAJE A RIGOR”: “A gente não sabemos escolher presidente/A gente não sabemos tomar conta da gente/A gente não sabemos nem escovar os dente/Tem gringo pensando que nóis é indigente/A gente faz carro e não sabe guiar/A gente faz trilho e não tem trem pra botar/A gente faz filho e não consegue criar/A gente pede grana e não consegue pagar…” (trecho da letra de INÚTIL).
DANTE FILHO: “Estranha a manifestação do candidato ao senado pelo PT, Vander Loubet, entrando na onda de pedir a cabeça do ministro Alexandre de Moraes (contra a orientação do petismo), depois de recolher apoio de prefeitos do interior, muitos filiados a partidos do Centrão, inclusive do PL de Jair e Valdemar da Costa Neto, que deveriam, em tese, estar na campanha do Capitão Contar (.
NO SUFOCO: Antes fácil, o embate endureceu para Lula. Como conquistar, por exemplo, o eleitor independente de Augusto Cury no 2º turno? O retrato mostra maior desgaste do Planalto no episódio do STF.
Apesar dos pacotes de bondades, o Governo tem dificuldades em atrair novos eleitores. A fadiga do poder chegou.
RUMO AO CENTRÃO: Antes o Avante era o PTdoB. Mais uma sigla nanica que poderá ser decisiva no 2º turno. Lembro: em 1989 Collor usou o nanico PRN que acolheu o anti-petismo e venceu.
Em 2018 Bolsonaro se apresentou com o PSL Mais forte que seus 5 deputados e 1 senador, é a mensagem antissistema do Augusto Cury.
A CONTA: Ela chegou! Apesar das falas ufanistas de Lula, posando inclusive de estadista no Primeiro Mundo, a economia daqui piorou da porta de casa para dentro.
O custo de vida alterou o humor do brasileiro. Apesar das negociatas no Congresso, os números das pesquisas mostram um cenário sufocante, para o PT – é claro.
DELCÍDIO: Imbatível nas entrevistas. Foi assim conosco (FM Cidade) ao lado de Ogg Ibraim. Após os tropeços, continua em pé e com planos como candidato ao Governo.
Sobre eventual exclusão no segundo turno, admitiu – se for o caso – juntar-se a Fabio Trad – candidato do PT e de todos os outros postulantes derrotados. Isso é política.
ELEIÇÕES: “São Paulo confirma uma dificuldade conhecida. O Rio oferece a Lula um resultado superior ao de 2022, embora insuficiente para colocá-lo à frente. Minas traz a novidade: a vantagem numérica mudou de lado justamente onde o presidente venceu por pouco e onde todos os vencedores nacionais venceram desde 1989 ( ).
CONTINUAÇÃO: “Para Lula, o alerta é que conservar sua base pode não bastar para conservar sua vantagem. Para Flávio, a oportunidade está aberta, mas a liderança mineira ainda precisa se afirmar além da margem de erro.
Minas segue sem um favorito definido. E, pelo seu histórico, é justamente por isso que o Brasil precisa prestar atenção nela. (Felipe Nunes, diretor da Quaest).
Quando estamos fora, o Brasil dói na alma; quando estamos dentro, dói na pele. (Stanislaw Ponte Preta).
Promessa eleitoral dura menos que gelo no asfalto quente.
Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito. (Millôr).
Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto. (Marquês de Maricá).
E o povo já pergunta com maldade: onde está a honestidade? Onde está a honestidade? ( Noel Rosa).
Flavio Dino, trata o Maranhão como se fosse capitania hereditária. (Mario Sabino).
Entre um governo que faz o mal e um povo que consente, há uma certa cumplicidade vergonhosa. (Victor Hugo).
Atenção: devido a alta dos preços, informamos que a luz no fim do túnel foi cortada.
Acabar com a corrupção é o objetivo supremo de quem ainda não chegou ao poder.
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