A Rocket Lab decidiu contestar formalmente a escolha da NASA de contratar a Blue Origin, empresa de Jeff Bezos, para construir, lançar e operar um novo orbitador de comunicações em Marte.
- Rover Curiosity encontra buracos misteriosos no solo de Marte.
- NASA vai abrir dados da Lua para cientistas do mundo todo.
- Blue Origin expande suas operações no Cabo Canaveral.
- Apesar do nome Mars Telecommunications Network, o projeto será formado por apenas uma espaçonave.
- O orbitador terá a função de atuar como uma espécie de ponte de comunicação entre a Terra e as missões da NASA na superfície e na órbita de Marte.
- Atualmente, apenas dois orbitadores da NASA cumprem essa função de retransmissão de dados no planeta. São eles: a Mars Odyssey, lançada em 2001, e a Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), que chegou ao espaço em 2005.
- A agência já estudava a criação de um novo orbitador de telecomunicações para Marte havia anos. O financiamento de US$ 700 milhões foi aprovado pelo Congresso em julho de 2025, e a NASA abriu a concorrência para propostas em maio deste ano.
- Rocket Lab e Blue Origin eram consideradas as principais concorrentes pelo contrato. No início deste mês, a NASA anunciou a escolha da empresa de Bezos.
- O acordo determina que a Blue Origin entregue a espaçonave à NASA até 31 de dezembro de 2028. A expectativa é que o sistema esteja funcionando em Marte em 2030.
A companhia apresentou nesta sexta-feira (11) um protesto ao Government Accountability Office (GAO), órgão responsável por analisar disputas relacionadas a contratos do governo dos Estados Unidos.
Em publicação no X, a Rocket Lab afirmou que a decisão da NASA aparentemente não está de acordo com os critérios de elegibilidade estabelecidos pelo Congresso dos Estados Unidos.
A empresa também questionou a maneira como sua proposta técnica foi avaliada.
Rocket Lab apresentou um protesto formal ao Government Accountability Office, contestando a decisão de concessão da NASA para a Mars Telecommunications Network.
A decisão de concessão da NASA parece estar inconsistente com os critérios de elegibilidade estabelecidos pelo Congresso.
Além disso, o… pic.twitter.com/g48AWgiIoR.
A Rocket Lab acrescentou que os padrões de contratação existem para garantir uma competição justa e proteger investimentos públicos. Segundo a empresa, o objetivo do protesto é assegurar que essas regras sejam respeitadas em uma infraestrutura considerada importante para a exploração de Marte nas próximas décadas.
Um único orbitador, apesar do nome “Network”.
Blue Origin já fez o mesmo com a NASA.
A disputa atual também reproduz uma situação pela qual a própria Blue Origin passou alguns anos atrás. Em 2021, a empresa de Jeff Bezos apresentou um protesto ao GAO depois que a NASA escolheu a SpaceX para fornecer o primeiro módulo lunar tripulado do programa Artemis.
Na ocasião, o GAO rejeitou o protesto, em julho daquele ano. A Blue Origin posteriormente processou a NASA, mas perdeu a disputa judicial em novembro de 2021.
A história, porém, acabou tendo outro desfecho para a empresa. A NASA decidiu posteriormente selecionar um segundo módulo lunar para o programa Artemis e a Blue Origin venceu esse contrato em 2023.
Agora, é a Rocket Lab que tenta reverter uma decisão da NASA por meio do mesmo mecanismo de contestação utilizado anteriormente pela empresa de Bezos.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
Em números
- Rocket Lab contesta contrato de R$ 3,7 bilhões da NASA dado à Blue Origin
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