A Oracle superou as expectativas de Wall Street para a receita do primeiro trimestre fiscal e elevou sua previsão de lucro anual, impulsionada pela forte demanda por serviços de computação em nuvem voltados à inteligência artificial (IA).
- A conta da inteligência artificial chegou para as Big Techs.
- Oracle acerta contrato com Pentágono; valor pode chegar a R$ 35,7 bi.
- Big Techs acumulam R$ 5,6 trilhões em contratos para a corrida da IA.
- Apesar do crescimento, os investimentos necessários para sustentar a expansão continuam sendo motivo de preocupação no mercado.
- Os gastos de capital da Oracle chegaram a US$ 28,5 bilhões (cerca de R$ 149,6 bilhões) no primeiro trimestre, incluindo aproximadamente US$ 18 bilhões (cerca de R$ 94,5 bilhões) em desembolsos líquidos.
- A estimativa dos analistas era de US$ 19,38 bilhões (cerca de R$ 101,7 bilhões) em gastos de capital.
- Os elevados investimentos têm pressionado o fluxo de caixa livre da companhia e ajudaram a derrubar suas ações em mais de 20% desde o início do ano, antes da divulgação do balanço.
Após a divulgação dos resultados, as ações da Oracle subiram quase 7% nas negociações após o fechamento do mercado.
Os números indicam que os pesados investimentos da Oracle em data centers começam a gerar novos contratos em meio à corrida das empresas por infraestrutura capaz de atender à crescente demanda por IA.
Oracle tenta transformar demanda em receita.
Segundo Hilary Maxson, diretora financeira da Oracle, a maior parte da receita contratada durante o trimestre não exigirá grandes desembolsos adicionais da companhia para a compra de chips.
A executiva também disse que a empresa começou a registrar uma forte conversão de sua carteira de contratos em receita durante o trimestre, impulsionando os resultados da infraestrutura em nuvem.
A Oracle colocou 850 megawatts de nova capacidade em operação entre junho e agosto, ampliando sua infraestrutura de data centers para atender à demanda.
Gastos com data centers preocupam investidores.
Em julho, a S&P Global rebaixou a classificação de crédito da Oracle, citando fluxo de caixa fraco e o aumento dos riscos para o negócio.
Também existem preocupações sobre o projeto Stargate, diante de relatos de atrasos relacionados à construção de infraestrutura, à disponibilidade de mão de obra, à obtenção de licenças e ao acesso à energia.
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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