A Huawei apresentou nesta segunda-feira (7) a nova geração do Mate XT2, seu celular dobrável com duas articulações que se transforma em um tablet quando aberto.
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O aparelho estreia o chip Kirin 9050 Pro e chega em um momento importante para a fabricante, que tenta defender seu espaço no mercado premium chinês.
A disputa deve ficar ainda mais acirrada nos próximos dias. A Xiaomi prepara um novo dobrável, enquanto a Apple apresenta sua nova linha de iPhones na quarta-feira, em meio à expectativa de que também entre no segmento de aparelhos com telas flexíveis.
Do bolso à mesa: duas dobras que viram tablet.
Os aparelhos da série Mate XT2 usam duas dobras para transformar o smartphone em um tablet completo. A transmissão de dados fica a cargo do novo chip Kirin 9050 Pro, desenvolvido para entregar mais poder de processamento consumindo menos energia.
O componente usa a arquitetura LogicFolding, parte do conceito “Tau Scaling Law”, lançado em maio para ajudar a Huawei a superar as restrições dos EUA ao acesso a tecnologias avançadas.
Os preços agora são um verdadeiro desafio, porque os custos de memória subiram acentuadamente.
O executivo também destacou o impacto do desenvolvimento do aparelho: “Adotamos muita tecnologia nova, e a pressão sobre os custos foi enorme.”.
Testes da própria marca indicam que o Mate XT2 entrega 42% mais desempenho geral que a geração anterior. Além do ganho de performance, a estrutura recebeu ajustes práticos.
Guerra de lançamentos no setor premium.
A fabricante chinesa segue como a única grande marca a vender um celular com três telas dobráveis. A Samsung colocou um modelo similar no mercado em dezembro, mas teria interrompido as vendas três meses depois.
Em julho, a empresa ampliou sua linha com um dobrável de tamanho semelhante ao de um passaporte.
A briga esquentou: a Xiaomi prepara um concorrente direto para esta segunda-feira, enquanto a Apple apresenta seus novos iPhones na quarta-feira, em meio à expectativa de que também revele um aparelho dobrável.
Barreira nos EUA empurra foco para a China.
A Huawei está impedida de vender seus produtos nos Estados Unidos, onde Washington considera a empresa um risco à segurança nacional. Com a barreira ao mercado americano, a China ganha ainda mais importância para a estratégia da fabricante.
Agora, a Huawei terá de defender seu espaço justamente quando Xiaomi e Apple se aproximam do segmento premium e os custos de componentes pressionam o desenvolvimento de novos aparelhos.
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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