Ir para o conteúdo
Inteligência Artificial Revisado por ULTRA AI

China indo à Lua, foguete decolando do Brasil e mais: a semana da Ciência

E nos outros destaques que selecionamos: missão japonesa a luas de Marte, tempestades solares e o mistério da energia escura.

8 min de leitura
China indo à Lua, foguete decolando do Brasil e mais: a semana da Ciência

A China se prepara para lançar neste fim de semana a Chang’e-7, uma das missões robóticas mais ambiciosas já planejadas para a Lua. A sonda levará um orbitador, um módulo de pouso, um rover, um veículo capaz de saltar pela superfície lunar e uma série de experimentos científicos internacionais, incluindo uma carga apoiada pelos Estados Unidos.

O lançamento está previsto para a manhã de segunda-feira (24) no horário local (noite de domingo no horário de Brasília) a bordo de um foguete Long March 5 Y14, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Wenchang, na China.

Os equipamentos da Chang’e-7 foram transportados para o local em abril.

O destino do módulo de pouso será a região próxima à borda da cratera Shackleton, no polo sul lunar. Após o lançamento, o orbitador deverá passar alguns meses ao redor da Lua antes de liberar o módulo de pouso para uma tentativa de aterrissagem, prevista para o fim do ano.

Além dos objetivos científicos, a missão deverá ajudar a preparar o caminho para o projeto chinês de enviar astronautas à superfície lunar até 2030.

James Head, cientista lunar do departamento de Ciências Geológicas da Brown University, classificou a Chang’e-7 como um novo marco na exploração do satélite natural.

Zhang Jingbo, porta-voz da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA), afirmou anteriormente que a missão utilizará plenamente a experiência e a capacidade tecnológica acumuladas pelo país ao longo de décadas para buscar o objetivo de realizar o primeiro pouso chinês tripulado na Lua até 2030.

Um dos principais objetivos da Chang’e-7 será investigar a presença de gelo de água em regiões permanentemente ou quase permanentemente sombreadas do polo sul lunar.

Depois de ser liberado pelo módulo de pouso, o chamado hopper deverá saltar entre áreas iluminadas pelo Sol e crateras em sombra para procurar depósitos de gelo.

O veículo utilizará tecnologia ativa de absorção de impactos para conseguir pousar com segurança em terrenos inclinados.

Cientistas de diferentes países acreditam que exista gelo de água na Lua, mas a quantidade e as características desse recurso ainda não foram determinadas de forma definitiva.

Ye Peijian, membro da Academia Chinesa de Ciências, afirmou à televisão estatal chinesa CCTV que a China pretende procurar a água utilizando diferentes métodos, desde a análise da superfície até a investigação do interior das crateras.

A Chang’e-7 terá abordagem integrada de exploração, combinando órbita, pouso, deslocamento sobre a superfície e saltos, para estudar o ambiente e os recursos do polo sul lunar.

A Chang’e-7 será seguida pela Chang’e-8, prevista para 2028. A missão terá entre seus objetivos testar tecnologias para a construção de estruturas e habitats utilizando solo lunar.

Juntas, as duas missões robóticas deverão ajudar a preparar a Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS), projeto chinês de exploração lunar em várias etapas.

Apesar de ser uma missão chinesa, a Chang’e-7 levará uma variedade de instrumentos desenvolvidos por instituições de outros países e organizações internacionais.

No módulo de pouso estará o PmL-Ch7, conjunto desenvolvido pela Academia Russa de Ciências para detectar poeira lunar.

Há, ainda, tecnologias desenvolvidas por Estados Unidos, Itália, Bahrein, Egito, Tailândia e Suíça.

A combinação de diferentes veículos, experimentos científicos e tecnologias faz da Chang’e-7 uma missão destinada não apenas a investigar o polo sul lunar, mas também a preparar as próximas etapas do programa chinês de exploração e, futuramente, de presença humana na Lua.

E nos outros destaques desta edição.

Missão japonesa vai buscar nas luas de Marte pistas sobre a origem da vida.

As luas de Marte podem guardar uma das respostas mais importantes da ciência: como a vida surgiu nos planetas rochosos do Sistema Solar. É para buscar essas pistas que o Japão está preparando a missão Martian Moons eXploration (MMX), que será lançada do Centro Espacial de Tanegashima nos próximos meses.

A espaçonave ficará em órbita de Marte por cerca de três anos e tentará pousar em Fobos, a maior das duas luas do planeta. O objetivo é coletar pelo menos 10 gramas de material da superfície antes de retornar à Terra por volta de 2031.

Tempestades solares são mais perigosas do que imaginávamos, segundo a NASA.

A dependência de redes elétricas, satélites e sinais de navegação na vida moderna transformou o clima espacial numa preocupação constante. Isso porque uma tempestade solar intensa pode afetar serviços essenciais mundo afora em questão de segundos.

Para evitar grandes apagões e falhas de comunicação, a comunidade científica tenta recalcular a dimensão real desta ameaça. Descobertas recentes mostraram que a vulnerabilidade da Terra é maior do que se imaginava.

E que a proteção do planeta vai exigir um esforço combinado.

Estrela mais rápida da galáxia orbita buraco negro, revela estudo.

Astrônomos descobriram a estrela mais rápida da Via Láctea. Ela fica muito perto do buraco negro supermassivo Sagitário A*, localizado no centro da nossa galáxia.

O objeto astronômico, batizado de S301, completa uma volta ao redor do centro galáctico em 8,7 anos – é o menor tempo orbital registrado para uma estrela nesta região.

A descoberta, feita por uma equipe internacional de pesquisadores, saiu na revista científica Nature na quarta-feira (20).

VÍDEO: China faz pouso inédito de foguete reutilizável em terra firme.

A China conseguiu realizar um feito inédito na área de lançamentos espaciais ao recuperar, pela primeira vez em terra firme, o primeiro estágio de um foguete após um voo orbital.

O sucesso foi alcançado pelo Zhuque-3, desenvolvido pela empresa espacial privada chinesa LandSpace, durante lançamento realizado na Zona de Testes de Inovação Espacial Comercial de Dongfeng.

Mistério da energia escura ganha reviravolta.

Durante décadas, o modelo cosmológico padrão tratou a energia escura como uma constante responsável por acelerar a expansão do Universo. Resultados do Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI) divulgados em 2025, no entanto, abriram uma possibilidade intrigante: talvez esse componente misterioso não seja constante e esteja mudando ao longo do tempo.

Clique aqui para conferir a matéria na íntegra.

Além da Terra: 13 locais surpreendentes onde encontramos água no Universo.

Durante séculos, a humanidade olhou para o céu se perguntando se nosso planeta seria uma raridade absoluta. Como a presença de água sempre foi considerada um requisito fundamental para o surgimento e a manutenção da vida, identificar esse elemento em outros mundos aumenta as chances de encontrar ambientes potencialmente habitáveis fora da Terra.

Para entender como essa substância vital molda o espaço, o Olhar Digital preparou uma jornada detalhada por 13 locais fora da Terra onde a presença de água já foi confirmada ou fortemente evidenciada.

Sinais mais antigos de vida podem ter sido encontrados na Índia.

Uma equipe de pesquisadores encontrou na Índia uma rocha que pode conter sinais de algumas das formas de vida mais antigas já identificadas na Terra.

O material possui aproximadamente 3,5 bilhões de anos e apresenta camadas de carbono e sílica que, segundo os cientistas, podem ser restos de comunidades de microrganismos que viviam no planeta durante o Paleoarqueano.

Os detalhes da descoberta estão aqui.

Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.

Alcântara: quais são os próximos passos da exploração espacial no Brasil.

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a empresa sul-coreana InnoSpace realizou o primeiro voo de teste do foguete suborbital SEBIT no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, na tarde de quarta-feira (19), às 16h30 (horário de Brasília).

A missão tinha como foco central avaliar a estabilidade do veículo no ar, testar seus sistemas em condições reais e reunir dados que possam orientar as próximas etapas do projeto.

No entanto, o teste precisou ser interrompido antecipadamente após a detecção de um problema durante a subida.

O SEBIT é um veículo suborbital de estágio único alimentado por um motor híbrido da classe de três toneladas. A ignição inicial ocorreu sem anormalidades na plataforma da InnoSpace, seguida pela decolagem.

No entanto, conforme o veículo avançava na atmosfera, apresentou um desvio em relação à trajetória prevista.

De acordo com um comunicado da Agência Espacial Brasileira (AEB), para evitar riscos e manter a integridade da operação, a Força Aérea Brasileira (FAB) acionou o Sistema de Terminação de Voo (FTS, na sigla em inglês), seguindo os procedimentos de segurança adotados no centro de lançamento.

O acionamento do dispositivo interrompeu o voo de forma controlada, e o foguete caiu em uma área marítima previamente definida como zona de segurança, na costa brasileira.

O evento não deixou feridos nem provocou danos materiais.

A apuração sobre as causas do incidente já está em andamento. Em entrevista ao Olhar Digital, o presidente da Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (ALADA), Sergio Roberto de Almeida, ressaltou que os fatores que levaram à alteração da rota estão sob investigação minuciosa: “O que aconteceu está sendo objeto de investigação pelos órgãos competentes.”.

Em números

  • O material possui aproximadamente 3,5 bilhões de anos e apresenta camadas de carbono e sílica q

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink