A Coreia do Sul prepara novos fundos e investimentos para aproveitar o avanço dos semicondutores. O governo de Lee Jae Myung quer fortalecer a cadeia de chips, as exportações e a infraestrutura, enquanto transforma o setor em uma base para novos projetos de tecnologia e crescimento econômico.
Segundo a Reuters, a estratégia inclui iniciativas diferentes, como um fundo de 5 trilhões de won para empresas da cadeia de semicondutores e o Future Response Fund, voltado a projetos nacionais e novos motores de crescimento.
Fundo de 5 trilhões de won mira empresas de chips.
A prioridade será dada a fabricantes de materiais e componentes para chips e a companhias fabless, que desenvolvem semicondutores sem manter fábricas próprias. O governo também planeja oferecer outros 5 trilhões de won em financiamento comercial para fornecedores voltados à exportação.
Outra medida é a proposta de uma Mega Special Zone. A expectativa é aprovar a iniciativa ainda neste ano para acelerar licenças, análises ambientais e o desenvolvimento de infraestrutura.
O segundo projeto tem uma proposta diferente. Chamado de Future Response Fund, ele deverá usar receitas tributárias adicionais geradas pelo crescimento do mercado de semicondutores para financiar investimentos de longo prazo.
Segundo o chefe de gabinete presidencial, Kang Hoon-sik, os recursos deverão ajudar a bancar grandes projetos nacionais, criar novos motores de crescimento e enfrentar o aumento da desigualdade econômica.
Entre os objetivos citados pelo governo estão.
financiar grandes projetos nacionais.
ampliar oportunidades de emprego para jovens.
oferecer suporte habitacional a pessoas na faixa dos 20 e 30 anos.
Kang chamou o fundo de “uma pedra angular” para a meta de tornar a Coreia do Sul globalmente “insubstituível”. Ele também afirmou: “Neste momento crítico que determinará o futuro da Coreia do Sul, não devemos desperdiçar a receita tributária adicional gerada pelo boom dos semicondutores e por outros fatores”.
Chips, IA e data centers entram no plano.
Os fundos fazem parte de um movimento mais amplo. Dias antes, Lee Jae Myung havia apresentado três grandes projetos industriais concentrados em semicondutores, IA física e data centers.
Os planos contam com investimentos de Samsung Electronics, SK Hynix e órgãos governamentais. A proposta é fortalecer a posição da Coreia do Sul em chips e tecnologias ligadas à inteligência artificial, além de estimular o crescimento fora da região metropolitana de Seul.
A infraestrutura necessária para esses projetos também está prevista. O governo pretende garantir 650 mil toneladas de água até 2030 para iniciativas de semicondutores na região de Honam.
Já o polo de Yongin deverá receber 14,7 gigawatts de energia até 2041.
O primeiro-ministro Han Sung-sook descreveu os projetos como uma estratégia de 30 anos que conecta semicondutores, IA, data centers e IA física. Para ele, a iniciativa pode se tornar um novo motor de crescimento se governo, partido governista e setor privado trabalharem como “one team”.
A movimentação mostra como o governo sul-coreano pretende aproveitar o bom momento dos semicondutores para sustentar investimentos de longo prazo em tecnologia, infraestrutura e novas oportunidades econômicas.
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Em números
- O governo pretende garantir 650 mil toneladas de água até 2030 para iniciativas de se
Fontes
Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.