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Inteligência Artificial Revisado por ULTRA AI

A resposta do Discord à ANPD após suspensão de lives

Plataforma alega que suicídio de jovem não foi transmitido em live, aponta uso de criptografia e defende suas ações de moderação

3 min de leitura
A resposta do Discord à ANPD após suspensão de lives

Atenção: a matéria a seguir inclui uma discussão sobre suicídio. Se você ou alguém que você conhece precisar de ajuda, procure apoio especializado. O Centro de Valorização da Vida (CVV) funciona 24 horas por dia pelo telefone 188.

Também é possível conversar por chat ou e-mail.

O Discord respondeu à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) na noite de sexta-feira (14). A empresa disse atuar para garantir um ambiente seguro na sua plataforma.

No documento enviado ao órgão, a companhia também disse que adota medidas constantes de moderação. E busca manter um espaço digital saudável para os seus usuários.

A manifestação ocorre após a ANPD determinar a suspensão das transmissões ao vivo (lives) do aplicativo no Brasil. A medida cautelar foi motivada por preocupações com a segurança e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Em resposta à ANPD, Discord nega transmissão de suicídio.

Na resposta enviada à agência reguladora, o Discord afirmou que trabalha de forma contínua para garantir um ambiente seguro e saudável na plataforma. A empresa declarou que repudia qualquer ato de violência, automutilação ou incitação a crimes.

Para explicar a falta de bloqueio prévio das imagens, a empresa argumentou que as chamadas de voz e vídeo usam criptografia. Segundo o aplicativo, essa tecnologia impede a fiscalização direta do conteúdo em tempo real, o que exige a ajuda de denúncias de usuários, sistemas de inteligência artificial (IA) e alertas de autoridades.

No documento, o Discord pediu que a ANPD trate a situação como um caso isolado. A plataforma também destacou que possui ferramentas de verificação de idade e sistemas de controle parental, como a “Central da Família”, para limitar o acesso e as interações de menores de idade.

Apesar das justificativas enviadas pela empresa, o histórico de investigações sobre a rede permanece no radar das autoridades. Relatórios do Ministério da Justiça indicam que o aplicativo esteve envolvido em pelo menos sete operações policiais nos últimos três anos por conta do compartilhamento de conteúdos ilícitos.

Por que a plataforma virou alvo do governo.

O avanço das ações contra o Discord ocorre na esteira do aumento de investigações policiais no Brasil com a plataforma envolvida. Relatórios de inteligência indicam que salas privadas do aplicativo vêm sendo usadas para coação de menores de idiade, chantagem com imagens íntimas, incentivo à automutilação e apologia ao extremismo.

Em entrevista ao Olhar Digital, Lisandrea Salvariego Colabuono, chefe do Núcleo de Operações e Articulações Digitais (Noad) da Polícia Civil de São Paulo, aponta que os criminosos costumam aliciar as vítimas em outras redes sociais antes de migrar para o Discord.

No aplicativo, a estrutura de canais fechados e o recurso Go Live facilitam a transmissão de abusos em tempo real para grupos restritos.

Outro ponto de atrito envolve a lentidão da empresa em responder a ordens judiciais e pedidos de quebra de sigilo. Investigadores afirmam que a demora no envio de dados cadastrais e na remoção de salas com crimes em andamento prejudica o resgate de vítimas e o avanço dos inquéritos.

Em nota enviada ao Olhar Digital, o Discord disse o seguinte.

Lista completa

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Olhar Digitallink