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Esportes Revisado por ULTRA AI

Veja bastidores da paralisação na Ponte e o que o clube faz para tentar evitar W.O na Série B

Diretoria estuda opções para time entrar em campo no domingo contra o América-MG, em Belo Horizonte

4 min de leitura
Veja bastidores da paralisação na Ponte e o que o clube faz para tentar evitar W.O na Série B

Sem pagamento, elenco da Ponte suspende atividades: 'Sentimento de abandono.

Desde as primeiras horas da última quarta-feira, quando os jogadores da Ponte Preta decidiram pela suspensão das atividades por causa dos salários atrasados, o risco de W.

O contra o América-MG, no domingo, em Belo Horizonte, pela 25ª rodada da Série B do Brasileiro, passou a ser a principal preocupação de quem está à frente do futebol alvinegro para, na visão dos envolvidos, evitar uma vergonha ainda maior.

Uma nota assinada pelos atletas (27 ao todo, segundo os advogados), com fortes críticas à diretoria executiva, citou que a paralisação será mantida até a regularização das pendências.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas, o vice-presidente e também diretor de futebol Marco Antonio Eberlin garantiu que a Ponte entrará em campo contra o América-MG, ainda que sem saber exatamente com quem poderá contar.

Não há hipótese de W. O. A gente, imediatamente, a partir de uma situação de dificuldade, está atuando para buscar a solução - completou o diretor jurídico da Ponte, José Henrique Specie, também à Rádio Bandeirantes.

A diretoria tenta reverter a decisão de alguns jogadores do grupo principal para, somando aos jovens das categorias de base, ter número suficiente para voltar a treinar já nesta quinta (no período da tarde) e conseguir fechar um time para domingo.

Paralelamente, também existe a busca por recursos emergenciais para ao menos quitar parte das dívidas.

Segundo as regras, uma equipe precisa ter sete jogadores no mínimo para a realização de uma partida. Internamente, a conta é que aproximadamente 15 peças estão à disposição no momento.

Além de garotos da base já integrados ao grupo, como, por exemplo, o lateral-esquerdo Matheus Souza, de 17 anos e titular no último jogo, contra o Avaí, a diretoria inclui na lista jogadores que estão emprestados e que não recebem o pagamento pela Ponte - casos dos zagueiros Lucas Cunha e Palacios (Bragantino) e dos atacantes David da Hora e Brandão (Coritiba).

O departamento de futebol espera não ter que chamar mais atletas da base, até pelo fato de as categorias menores estarem envolvidas em competições, mas deixou todos de sobreaviso caso tenha a necessidade de uma convocação às pressas para completar o grupo.

A possibilidade de atuar com um time praticamente sub-20 em uma Série B do Brasileiro teria sido o estopim para a saída de Márcio Zanardi, já no limite com o desgaste provocado pela crise alvinegra.

Em mensagem de despedida nas redes sociais, ele disse que "não havia mais condições" para a continuidade do trabalho.

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A diretoria foi em busca de Gilson Kleina, técnico com cinco passagens pelo clube, para assumir o comando do time. Ele aceitou o desafio mesmo diante da grave crise por entender a importância que a Ponte teve na projeção da sua carreira, mas a assinatura de contrato ainda depende de um acerto prometido para a manhã de quinta-feira.

Sem vencer há 18 rodadas, a Ponte amarga a lanterna da Série B, com apenas 10 pontos em 24 jogos, e caminha para um rebaixamento que parece inevitável diante do cenário caótico.

Um ultimato já tinha sido dado na semana passada, quando os jogadores publicaram que alguns estão sem receber há cerca de seis meses e iam parar o futebol do clube se as pendências não fossem regularizadas até o dia 25 de agosto (última terça-feira).

Sem o pagamento realizado dentro do prazo estipulado, os atletas buscaram respaldo jurídico com os advogados Filipe e Thiago Rino para tomar a decisão.

Sem receber salário, jogadores da Ponte Preta entram em greve.

Eles se reapresentaram no CT do Jardim Eulina na noite da última quarta-feira, mas deixaram o local sem treinar por volta das 8h50. Quando o vice-presidente Marco Antonio Eberlin chegou, muitos já tinham ido embora, sem nem ouvir o dirigente.

As próximas horas serão decisivas para saber se o W. O deixou de ser uma ameaça real na Ponte Preta ou ainda é um risco.

A última vez que uma divisão nacional registrou um W. O foi em 2020, na Série D, quando o São Caetano não entrou em campo contra o Marcílio Dias. Já na Série B, o único W.

O foi do Figueirense em 2019, contra o Cuiabá.

Assista: reveja as matérias do Globo Esporte Campinas.

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Fontes

Informação baseada em material público de ge.globo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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