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Esportes Revisado por ULTRA AI

O primeiro ouro a gente nunca esquece

Dez anos atrás, nos Jogos do Rio-2016, a seleção masculina de futebol enfim subia ao topo do pódio olímpico

3 min de leitura
Esportes — imagem padrão

Dez anos atrás, em 20 de agosto de 2016, eu estava no Rio de Janeiro. Era, ao lado do boa-praça Fabio Brisolla, coordenador da equipe da Folha nas Olimpíadas na Cidade Maravilhosa.

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Preso à mesa da sala de imprensa, somente uma vez saí para trabalhar em um evento: dirigi-me ao Maracanã para Brasil x Alemanha, a decisão do futebol masculino.

Prata quatro anos antes, batido pelo México de Peralta em Londres, o Brasil tinha nova oportunidade, dessa vez em casa, de pela primeira vez subir ao topo do pódio olímpico no esporte em que era penta mundial.

Do grupo que quase chegou lá na terra da rainha (hoje do rei), Neymar era o único remanescente.

Havia um sentimento de revanche diante dos alemães, pois o 7 a 1 da Copa de 2014, na semifinal no Mineirão, estava entalado. Uma vitória não apagaria o vexame, porém era questão de honra não perder de novo dos germânicos.

Os milhares de brasileiros no Maraca confiavam. Neymar, fora do 7 a 1 devido a lesão, estava aos 24 anos no auge técnico, brilhando no Barcelona.

O camisa 10 teve de escolher entre Olimpíadas ou Copa América Centenário (nos EUA), pois o Barça não permitiu a ida às duas. Neymar quis o Rio.

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Da minha parte, havia temor. Impossível não vir à mente o Maracanazo, a queda na decisão da Copa de 1950, ante o Uruguai. O adversário era de respeito, e aquela sentença do inglês Gary Lineker teimava em me perturbar: "Futebol é simples: 22 correm atrás de uma bola durante 90 minutos e, no fim, os alemães ganham.

Ademais, era minha primeira vez no templo do futebol carioca para ver futebol (antes tinha ido a um show), e logo em uma final de relevância extrema. Se não desse Brasil, me classificaria eternamente como um pé-frio, "o responsável" pelo revés: "Por que raios saí da sala de imprensa.

Rola a bola. Neymar faz de falta no primeiro tempo. Max Meyer empata no segundo. Eu estava atrás da meta em que saíram os gols.

Fim de jogo. Prorrogação. Nada de bola na rede. Pênaltis, no gol do outro lado. Tensão. Equilíbrio. Até que Weverton defende batida de Petersen. Neymar decidiria.

Vivenciando, nas próprias palavras, "os cinco segundos mais longos da minha vida", o capitão do time converte.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Esporte, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Esportelink

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