Messi precisou de 150 jogos e quase 16 anos com a seleção argentina para conquistar seu primeiro título. Nos 56 jogos seguintes, marcou 50 gols, 40% de todos os que fez pela equipe, e ganhou quatro taças.
A relação do jogador com a equipe principal alviceleste, iniciada em 2005, foi por mais de uma década marcada por frustrações e críticas. Ele era questionado por não conseguir repetir com a camisa de seu país o sucesso que construiu no Barcelona.
As derrotas nas finais da Copa do Mundo de 2014, diante da Alemanha, e das edições de 2015 e 2016 da Copa América, ambas contra o Chile, foram especialmente doloridas para o craque, que chegou a anunciar sua aposentadoria da seleção.
No vestiário pensei que acabou para mim a seleção, não é para mim. É o que sinto agora, é uma tristeza grande que volto a sentir. Foram quatro finais, infelizmente não consegui.
Era o que mais desejava. É para o bem de todos. Por mim e por todos", disse o astro em 2016, antes de mudar de ideia.
Ele ficou na seleção, mas ainda precisaria esperar cinco anos para, enfim, transformar sua relação com a Argentina. No mesmo Maracanã em que havia sido derrotado pelos alemães em 2014, Messi conduziu a equipe ao título da Copa América, diante do Brasil, encerrando um jejum de títulos de 28 anos.
Foi o ano de sua transformação como jogador de seleção.
Nos 150 jogos anteriores à conquista da Copa América de 2021, Messi marcou 75 gols, média de 0,5 por partida. Nos 56 jogos realizados a partir daquela final, a média saltou para 0,89 gol por jogo, com 50 gols.
Juro a vocês que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, em que conquistamos tudo, mas também antes. Sempre lutei e dei tudo por esta camisa, para levar alegria a vocês e fazer com que se sentissem orgulhosos de ser argentinos por meio do futebol", afirmou o jogador, em seu texto de despedida, referindo-se aos triunfos obtidos nesta década.