Gilson Kleina se apresentou à Ponte Preta nesta sexta-feira após aceitar o desafio de assumir o comando da equipe na sequência da Série B. O treinador chegou a Campinas depois de alinhar os últimos detalhes da negociação com a diretoria e iniciou sua sexta passagem pelo Moisés Lucarelli.
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Em crise, Ponte Preta busca Gilson Kleina para assumir como novo técnico.
A estreia contra o América-MG, no próximo domingo, em Belo Horizonte, ainda é uma incógnita. A Ponte aguarda uma atualização no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF para saber se Kleina poderá ficar no banco de reservas.
Além da situação do treinador, a Macaca enfrenta outro problema para a partida: a paralisação dos jogadores. O grupo principal suspendeu as atividades na quarta-feira após mais um prazo para o pagamento dos salários atrasados não ser cumprido pela diretoria.
A tendência é que Kleina precise recorrer às categorias de base para montar a equipe e evitar um W. O. A diretoria tenta convencer alguns atletas do elenco principal a voltar às atividades e, paralelamente, trabalha para reunir um grupo suficiente com os jogadores do sub-20.
Jogadores vão ao CT da Ponte, mas mantêm paralisação e não treinam por falta de pagamento.
O acerto com Kleina estava encaminhado desde a noite de quarta-feira e dependia de algumas situações pontuais para que o treinador viajasse para Campinas. Depois do alinhamento, ele fez o trajeto de carro desde Curitiba para iniciar o trabalho.
Será a sexta passagem de Kleina pela Ponte. O treinador comandou o clube anteriormente em 2011/12, 2017, 2018, 2019/20 e 2021/22.
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A ligação com a Ponte Preta pesou na decisão de Kleina de aceitar o convite mesmo diante da grave crise financeira e administrativa atravessada pelo clube.
O treinador ganhou projeção nacional justamente no Majestoso. Em 2012, deixou a Ponte após receber uma proposta do Palmeiras, em um dos momentos de maior destaque da carreira.
Quarto técnico que mais dirigiu a Ponte na história, com 232 jogos, Kleina participou de momentos marcantes do clube. Foi responsável pelo acesso à elite nacional em 2011 e pelo vice-campeonato paulista de 2017, além de comandar a reação que livrou a Macaca do rebaixamento na Série B de 2021.
A última passagem, porém, terminou em um momento negativo. Kleina deixou o cargo após a derrota por 3 a 0 para o Guarani, no dérbi de 2022, quando a Ponte ainda tinha quatro rodadas pela frente no Paulistão e acabou rebaixada.
Agora, retorna para encontrar um cenário ainda mais delicado, dentro e fora de campo. Em 2026, Kleina trabalhou no Boavista-RJ e no Itabaiana. Somadas as duas experiências, foram apenas duas vitórias em 17 partidas.
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