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Jardim rebate críticos, cita Filipe Luís e projeta Flamengo na Libertadores

Técnico analisa a vitória do Flamengo, que ocupa a segunda colocação do Brasileirão com 42 pontos

9 min de leitura
Jardim rebate críticos, cita Filipe Luís e projeta Flamengo na Libertadores

Flamengo 2 x 0 Vitória | Melhores Momentos | 22ª rodada | Brasileirão 2026.

O Flamengo venceu o Vitória por 2 a 0, no Maracanã, pela 22ª rodada do Brasileirão. Em coletiva, o técnico Leonardo Jardim falou sobre a evolução do modelo de jogo durante o período de treinamento até a partida deste domingo.

Foram dez dias entre descanso e preparação.

Quem tem noção do treino desportivo percebe que tivemos dois meses sem ter todos a treinar juntos. Mas ao mesmo tempo, eu tinha que colocar os jogadores. Ninguém, só com treinos, vai ganhar forma.

Hoje o Arrascaeta conseguiu fazer 60 minutos muito bons, com intensidade, porque tive que começar numa fase menos bem e agora, numa melhor. Agora o Léo (Pereira) está melhor porque foi lançado anteriormente.

Todos que vieram da Copa e estiveram lesionados vão ter um percurso, mas têm que jogar. Hoje tive oportunidade de ter o Paquetá um pouco. O Paquetá não está no seu melhor ainda, esteve lesionado, mas tem que ser lançado.

Não é fácil trabalhar num clube que durante dois meses não está com seu elenco. Alguns lesionados, outros de férias ou com a seleção. Nestes 10 dias trabalhamos mais juntos do que nos últimos 2 meses.

Os torcedores não querem saber disso, mas o que me preocupa às vezes não são os torcedores, porque eles não percebem a questão esportiva. O que me preocupa são aqueles que percebem a questão desportiva e acham que é tudo igual, que se treinarem, está tudo certo, e que se não treinarem, está tudo igual - disse na coletiva após o jogo.

Além disso, o técnico falou sobre o nível de pressão que o Flamengo impõe sobre o adversário. Segundo ele, o time fazia mais antes da parada da Copa do Mundo.

O que nós fizemos hoje (pressionar o adversário) já fizemos em alguns momentos, mas deixamos de fazer no intervalo da Copa do Mundo. O grupo não estava todo junto, a gente estava alguns dias sem treinar junto.

Tivemos 10 dias, aproveitamos e, depois de 45 minutos de pressão, já havia jogadores com dificuldade na segunda parte. Nós buscamos manter a intensidade que para mim é importante.

Eu acredito no jogo de mais intensidade, jogo mais agressivo.

Jardim citou indiretamente Filipe Luís ao responder sobre as críticas a seu trabalho. O treinador português relembrou a sua chegada ao Flamengo e as críticas feitas ao trabalho de Filipe Luís, que havia conquistado a Libertadores, o Brasileirão, a Copa do Brasil, a Supercopa e o Carioca.

Em relação às outras coisas, a crítica é normal quando os resultados não vêm. Por exemplo, eu vou dizer uma coisa muito simples: aquelas pessoas que têm crítica e, quando cheguei aqui em fevereiro, fiz uma análise das críticas que tinham feito hoje, eram os mesmos que rasgavam o treinador que vinha campeão, campeão da Libertadores e outras taças.

Por isso que eu falei que quem não ganha, tem que estar sujeito a crítica, ainda mais do Flamengo. A história é assim, assim eu vejo. Por isso quem está nesta posição, se não está à espera de críticas, é melhor mudar de trabalho e de profissão.

Jardim aproveitou para falar do jogo decisivo da Libertadores na próxima quarta-feira. O Flamengo enfrenta o Cruzeiro, no Mineirão, pelas oitavas de final. A classificação será decidida no Maracanã, no próximo dia 19.

Com certeza será um jogo entre duas equipes que tem uma massa muito grande. Espero o Mineirão lotado. Temos que saber jogar o nosso jogo dentro de campo. É uma competição muito importante para o clube.

Já ganhou 4 em sua história em 134 anos. Não é fácil de ganhar, mas partimos todos anos. Fizemos uma primeira parte que é uma das melhores da história. Nossa ambição é sempre igual em todas as competições que o Flamengo participa - completou.

No Brasileirão, o Flamengo ocupa a segunda colocação com 42 pontos em 21 jogos disputados. O Palmeiras é o líder, com 48 pontos em 22 partidas.

Não tenho que mandar recado para a torcida porque eles tem sempre razão. Vão apoiar em alguns momentos, em outros vão xingar. Nós temos responsabilidade e temos que tomar a atitude.

O jogo de hoje foi diferente dos outros três porque o elenco não estava trabalhando. Temos que por a conta gotas, porque se eles não ganharem ritmo, estamos chegando ao Natal e eles não tem ritmo.

Temos que colocar em jogo na fase do erro, mas temos que colocar. Fizemos uma pressão coordenada. Trabalhamos essa coordenação da equipe durante esses dez dias.

Meus jogadores trabalham, não vejo o treino de outra forma e eu dou o meu melhor. Não veem em nenhum lado social porque eu fico entre o trabalho e casa. Às vezes o meu melhor não é suficiente, mas é o que eu dou.

Mercado e impacto da falta de reforços.

O clube tem me convidado para reuniões e tenho participado desde que cheguei aqui. Não é a minha função tornar público nem as contratações e nem a estratégia do clube.

Os responsáveis do clube que tem que falar com vocês.

Sobre o mercado, já falei que existem pessoas com responsabilidade sobre isso. Não vou falar porque se eu der uma opinião como fiz no passado sobre o mercado, necessidades, amanhã vai sair: "Jardim está contra o Boto, o Boto está contra o Bap.

E não. O que acontece é que neste momento temos o nosso o elenco. Desde que cheguei estou agarrado ao elenco e tento desenvolver as ideias com o elenco. Ponto final.

Não tem outra situação para expor. "Ah, mas o adversário foi buscar 4, 5 jogadores". É problema do adversário. Nossa situação é o que temos para enfrentar o Cruzeiro duas vezes e é com estes que acreditamos que podemos classificar a equipe, que é o objetivo.

Com certeza que esse time quando desenvolve dentro de campo a ideia que temos, que desenvolvemos em uma primeira fase que tive aqui, ainda estávamos desenvolvendo nessa fase.

Hoje a equipe mostrou que pode fazer aquilo que eu pretendo. Pressionar alto, formar bloco, não deixar o adversário jogar e com a bola ter 20 finalizações. Se em termos de eficácia fossemos um pouco melhor, teríamos 20 ou 30 gols a mais.

Somos uma equipe que construímos muito. Se a eficácia fosse maior, em vez de falarmos de 40 gols estaríamos falando de 60.

Terá um olhar especial sobre Kaio Jorge e Matheus Pereira na quarta.

O Cruzeiro tem um dos três melhores elencos do Brasileirão. Já tinha no ano passado, este ano perdeu poucos jogadores. Perdeu o Kaiki e foi buscar 5 ou 6 jogadores para reforçar o plantel.

Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro são os melhores elencos. Em relação ao jogo, será um jogo em que esses dois jogadores têm uma importância muito grande no movimento da equipe, mas não pode deixar de fora o resto dos jogadores.

Um dos três melhores elencos do futebol brasileiro, temos que pensar que é um coletivo forte. A partir daí vamos nos preparar para o jogo, tendo atenção para os jogadores determinantes, mas ter uma análise do jogo coletivo.

Temos que fazer o jogo do nosso lado, contar com nossas individualidades, mas fazer um jogo coletivo bom.

Eu falo com ele que tem condições formidáveis. Eu treinei alguns dos melhores laterais do mundo e é formidável. Fechei o vestiário e dei parabéns para ele. Fez um grande jogo.

Ele tem qualidades para fazer um futebol de alto nível, é rápido, é bom tecnicamente, tem bom jogo aéreo. Tem condições para fazer. Às vezes não via tão bem. Queria ver mais vezes esse Ayrton no Flamengo.

Esse jogador pode nos ajudar muito no que são os nossos objetivos.

Vocês acreditam que em um elenco de 25 jogadores todos estão satisfeitos? Nem todos estão satisfeitos. É aqui, no Manchester United e em qualquer lugar. Uns gostam de jogar de um jeito, outros de outro.

Hoje, com a atitude do time eu não vi ninguém jogar de uma maneira que a gente não quer. Todo mundo deu seu melhor. No futebol, não pode estar todo mundo satisfeito.

São 11, mais quatro ou cinco no meio e o resto fora da linha. Eu se fosse jogador e não jogasse também estaria incomodado. Mas é engraçado, porque mudam os treinadores e os que jogam são quase sempre os mesmos.

Por que o Flamengo não repete intensidade em outros jogos.

A questão de intensidade e dinâmicas com e sem a bola são coisas que temos que trabalhar. Vi jogadores que estavam destreinados, alguns ainda não estão no melhor nível e vão melhorar no mês de agosto, porque vêm de realidades diferentes.

Você vê a Copa do Mundo, teve jogadores que não jogaram, estavam treinando, e tiveram dois meses. Não é fácil eles entrarem e agora: "agora vai começar a pressionar, são essas as dinâmicas.

É preciso treiná-las. É muito engraçado porque muita gente não acredita no treino. Eu tenho que acreditar no treino. Venho de campeonatos, principalmente na Europa e na Ásia, que há tempo de treinar.

Faço uma crítica ao Brasil que às vezes não temos tempo de treinar. Às vezes olho para a formação e a nossa formação não treina. Nem a nossa nem a do Cruzeiro. Três em três dias, jogam.

Quatro em quatro dias. É a mesma coisa que ir à faculdade e fazer prova de quatro em quatro dias e não ir às aulas. Mas tem gente que acredita que é assim. Sou contra isso.

Acredito no treino, acredito no processo. E não acredito que os jornalistas se achem entre as pedras. Acho que os jornalistas tem que ser formar, por via acadêmica ou não, mas tem que ter um percurso.

Assista: tudo sobre o Flamengo no ge, na Globo e no sportv.

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Fontes

Informação baseada em material público de ge.globo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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