A European Leagues ampliou nesta terça-feira a ofensiva contra o controle da Fifa sobre o calendário do futebol, estendendo a denúncia apresentada à Comissão Europeia para incluir o que classifica como "conduta abusiva" da entidade em relação ao calendário internacional de jogos femininos.
A organização apresentou formalmente a denúncia ampliada à autoridade de defesa da concorrência, argumentando que o duplo papel da Fifa, como órgão dirigente e organizador de competições, cria um conflito de interesses que viola a legislação concorrencial da União Europeia.
A denúncia ampliada segue a mesma linha da contestação anterior sobre o calendário do futebol masculino, segundo a qual a Fifa abusa de sua posição regulatória para beneficiar suas próprias competições em detrimento das ligas nacionais.
Assim como no futebol masculino, a Fifa usa sistematicamente seu poder regulatório para favorecer suas próprias competições e seus interesses comerciais em prejuízo do futebol feminino e das ligas nacionais europeias", afirmou a entidade em comunicado.
A jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia deixa claro que, para continuar atuando como órgão dirigente do futebol mundial, a Fifa deve exercer suas funções regulatórias de maneira transparente, objetiva, não discriminatória e proporcional, de modo a neutralizar esse conflito de interesses.
A Reuters entrou em contato com a Fifa em busca de comentários.
A entidade adiou em dois anos a edição inaugural da Copa do Mundo de Clubes Feminina, para janeiro de 2028, a fim de dar às partes envolvidas mais tempo para se preparar e oferecer às jogadoras algum alívio em um calendário apertado.
No entanto, embora o torneio seja realizado durante a intertemporada do Campeonato da NWSL nos Estados Unidos, ele afetará o andamento da temporada da maioria das principais ligas europeias.
A European Leagues afirmou estar pronta para dialogar com a Comissão Europeia, autoridades públicas e outras partes interessadas do futebol ao longo da investigação.
A Comissão Europeia deve agora agir para garantir o cumprimento da legislação da UE e para que o futuro do futebol profissional feminino não seja determinado unilateralmente pela Fifa", acrescentou.
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