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Esportes

Concessionária Fla-Flu que gere o Maracanã é alvo de inquérito e multa por gestão

Promotoria abriu investigação para apurar possível superlotação em jogos de Flamengo e Fluminense

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Esportes — imagem padrão

Dois anos após a assinatura do contrato de concessão do Maracanã à dupla Flamengo e Fluminense, o consórcio de clubes é alvo de multa e inquérito pela condução da gestão do complexo, que inclui o estádio e o ginásio do Maracanãzinho.

Os questionamentos da Promotoria e de uma comissão de verificação independente envolvem problemas na comprovação da manutenção do estádio, além de suspeitas de superlotação em jogos em que os dois times foram mandantes.

A concessionária afirmou que não vai se manifestar.

Flamengo, Fluminense e governo do estado assinaram em setembro de 2024 o contrato de concessão. Os clubes obteve direito de administrar, operar e manter o estádio por 20 anos e abriu a empresa Fla-Flu Serviços.

Os dois já geriam o Maracanã desde 2019, por meio de contratos temporários.

Um verificador independente, figura que pelo contrato é responsável por fazer a análise externa da gestão, apontou "ocorrência de falhas estruturais" na gestão do estádio em 2025.

O relatório aponta falta de cronogramas de manutenção e indica que a programação de cuidados, além de genérica, não continha comprovação técnica de que os serviços foram realizados.

Em nota, o governo do Rio disse que o processo está em análise e que não há decisão sobre o assunto.

Em razão de recurso administrativo apresentado pelo consórcio que administra o estádio, os autos foram encaminhados à Assessoria Jurídica para apreciação das razões de defesa apresentadas", disse.

O relatório menciona manutenção de geradores, motores elétricos, sistemas fotovoltaicos, além de limpeza, conservação e drenagem pluvial, e afirma que o consórcio tem apresentado falhas documentais.

O pagamento, no entanto, está suspenso porque o consórcio Fla-Flu entrou com recurso.

Em documento enviado ao governo, a concessionária nega que haja falhas na comprovação da manutenção, diz que a verificação independente é baseada em considerações gerais e que não deixa explícitas as alegações técnicas.

A documentação apresentada [pelo consórcio ao governo] evidencia que, em disciplinas como drenagem pluvial, sistemas elétricos, sistemas eletrônicos, transporte vertical, limpeza e conservação, houve execução concreta de atividades, acompanhadas de relatórios técnicos, registros fotográficos e manifestação de empresas especializadas.

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