Acabou a pressão sobre Jair Ventura? Segue o BAba analisa fim do jejum do Vitória.
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Em meio a reta final da janela de transferências, o Vitória convocou uma entrevista coletiva para apresentar Alex Bruno aos torcedores. O atacante já até esteve em campo pelo Rubro-Negro, mas encarou os microfones da sala de imprensa da Toca do Leão pela primeira vez na tarde desta quinta-feira.
Vitória acerta com o zagueiro Darlan, do Gama.
Titular contra o Atlético-MG na Arena MRV, na derrota por 2 a 1 pelo Campeonato Brasileiro, Alex Bruno tem 64 minutos em campo com a camisa do Vitória. Como o tempo ainda é baixo, ele aproveitou a oportunidade para apresentar suas características aos torcedores rubro-negros.
Meu estilo de jogo é mais aquele centroavante tradicional, de área, briga na bola aérea, gosta de jogo de contato. Aprendi muito na minha passagem pelo Uruguai, que é muito intenso e tem muito contato.
Primeiro você briga com o zagueiro e depois vai atrás da bola. Minha característica é um pouco diferente das de Kayzer e Renê - explicou o atacante.
Finalização, uma coisa muito forte. A maioria dos gols que eu fiz neste ano foram de fora da área de pé esquerdo. Fiz gol de falta também. Posso agregar muito ao Vitória - garantiu.
sobre o Vitória+ Veja a tabela completa da Série A.
O reforço do Vitória também falou sobre a disputa por posição com os outros centroavantes do elenco: Renê e Renato Kayzer. Alex Bruno lembrou que Jair Ventura é quem define o titular do time, e contou que o início da relação com os concorrentes tem sido muito bom.
A disputa é sadia, uma disputa boa. Depende exclusivamente do técnico, independente disso vamos dar sempre o melhor nos treinamentos. O objetivo é ajudar o Vitória.
(A relação) é muito boa desde o começo, quando eu cheguei eles me recepcionaram muito bem, não só eles mas todos do elenco - contou Alex Bruno.
Alex Bruno também falou da trajetória até chegar ao Vitória. Ele seguiu os passes de Renê e Zé Vitor, e é mais um reforço que veio direto da Série D para ajudar o Leão na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.
Não é uma mudança normal sair da Série D para a A, para um clube tão gigante como o Vitória. Muito ansioso para estrear no Barradão, já fiquei dois jogos no banco e vi o clima da torcida.
A energia da torcida no Barradão é completamente extraordinária, nunca vi isso, espero estrear logo para poder dar alegria ao torcedor - disse o atacante.
Um exemplo que temos com Renê e Zé Vitor. Não é fácil os clubes da Série A fazerem isso. Graças a Deus com ele deu certo, e por isso o Vitória teve um olhar diferente comigo.
Por causa deles que a gente tem essa motivação. Se eles conseguiram, também posso conseguir com trabalho e dedicação. Quando apareceu o convite do Vitória foi muito rápido, muito claro o que o clube queria para mim - completou.
Veja outros trechos da entrevista coletiva de Alex Bruno.
Experiências em outros clubes- O clube em que eu mais aprendi foi o que mais me dificultou, me deu mais estresse física e mentalmente. Foi o Plaza Colonia no Uruguai.
Um futebol e uma língua completamente diferente, tive que me adaptar a muitas coisas muito rápido. Acabou afetando meu desempenho mas me preparou para muitas coisas no futebol.
Quando eu voltei para o Brasil pensei que fosse ter mais facilidade, porque é um futebol muito intenso, brigado, mais que aqui. Aproveitei o que eu aprendi lá para me destacar aqui.
Recebeu outras propostas?- Estava na reta final da Série D, então deixei para o presidente e meus representantes me mandarem propostas só quando conseguíssemos o acesso.
Não ficaram me trazendo propostas durante a competição. Quando conseguimos o acesso apareceu a proposta do Vitória, Papellin entrou em contato comigo, teve sondagem do Athletico, do Sport, do CRB, então escolhi o Vitória porque me identifiquei mais com o projeto.
Sonho de jogar na Série A- Quando apareceu a oportunidade no Vitória conversei com minha família, a gente tinha o sonho de jogar Série A. Muito difícil vir da Primeira Divisão do Uruguai, ir para a Série D e conseguir uma oportunidade na A.
Coloquei na mão de Deus e trabalhei firme para chegar à Série A. A gente não sabia, foi de surpresa que eu fui titular contra o Atlético-MG. Quando descobrimos ela se emocionou bastante.
Você vê sua trajetória toda passando, e no campo você vê que é um sonho realizado. Graças a Deus consegui desempenhar um bom papel, apesar de o resultado não ter sido bom.
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