As músicas criadas por inteligência artificial (IA) se tornaram tendência nas plataformas de streaming musical e estão diretamente ligadas com a dependência no uso da ferramenta.
Uma pesquisa da MIT Media Lab, dos Estados Unidos, acompanhou voluntários durante atividades de escrita e os resultados mostraram que os participantes que utilizaram a IA apresentaram menor nível de atividade cerebral nos testes, com redução de aproximadamente 47% no engajamento neural.
6 imagensFechar modal. 1 de 6Inteligência Artificial e Música estão cada vez mais interligadasShuttestock2 de 6Uso da imagem de artistas por inteligência artificial levanta debate sobre limites éticosImagem criada por inteligência artificial pelo Stable Diffusion / Yanka Romão 3 de 6Uso da imagem de artistas por inteligência artificial levanta debate sobre limites éticosImagem criada por inteligência artificial pelo Stable Diffusion / Yanka Romão 4 de 6Uso da imagem de artistas por inteligência artificial levanta debate sobre limites éticosImagem criada por inteligência artificial pelo Stable Diffusion / Yanka Romão 5 de 6Uso da imagem de artistas por inteligência artificial levanta debate sobre limites éticosImagem criada por inteligência artificial pelo Stable Diffusion / Yanka Romão 6 de 6Uso da imagem de artistas por inteligência artificial levanta debate sobre limites éticosImagem criada por inteligência artificial pelo Stable Diffusion / Yanka Romão o Brasil não é o hit do streaming O teste tem relação direta com a nova tendência nas plataformas musicais.
Fenômenos virais como o grupo de R&B Slime Dot e o cantor gospel Hikari de Jesus são artistas fictícios criados por pessoas reais que utilizam a IA como auxílio para criação de músicas.
Os resultados também apontaram que a utilização da inteligência artificial reduziu em cerca de 60% o tempo necessário para a realização das tarefas. Entretanto, essa redução foi acompanhada por uma queda de aproximadamente 32% na carga cognitiva durante o processo de aprendizagem.
Segundo o neurologista Philipe Marques da Cunha, optar pelo uso dessas ferramentas, também na produção musical, pode ser prejudicial para as atividades cerebrais.
A maior dependência da IA está associada a menor capacidade de pensamento crítico, principalmente quando há aumento da fadiga cognitiva.”Aumento da IA nas músicasA Deezer é uma das plataformas que detecta as músicas produzidas com inteligência artificial desde 2025.
Em levantamento recente, o streaming musical aponta que, em junho deste ano, as faixas geradas por IA ultrapassaram 50% dos novos uploads pela primeira vez. A média mensal foi de 90 mil novos registros musicais com IA.
Apesar da grande quantidade, as novas faixas responderam por uma pequena parcela das reproduções totais. Em 2025, mais de 13,4 milhões de músicas de áudio geradas por IA foram detectadas e rotuladas na plataforma.
De acordo com Tico Fernandes, diretor de criação da KondZilla, a inteligência artificial é uma ferramenta importante para acelerar processos, mas não substitui a visão cultural e social necessária para trabalhos artísticos.
Para o DJ e produtor musical Jestfly, a tecnologia consegue combinar referências e reproduzir fórmulas, mas não constrói sozinha uma relação com o público. Ele destaca que a produção massiva enche catálogos, mas não amplia oportunidades.“Produzir música nunca foi tão fácil, mas viver dela ficou ainda mais difícil.
O problema não é colocar uma faixa no ar. É fazer alguém parar, ouvir, lembrar de você e voltar para o próximo lançamento”, justifica.
Inteligência Artificial e Música estão cada vez mais interligadas.
Uso da imagem de artistas por inteligência artificial levanta debate sobre limites éticos.
Música IA invade plataformas de streaming e ameaça o mercado musical.
Música Música mais tocada em shows no Brasil não é o hit do streaming.
A maior dependência da IA está associada a menor capacidade de pensamento crítico, principalmente quando há aumento da fadiga cognitiva.”.
Entretenimento Aumento da IA nas músicas A Deezer é uma das plataformas que detecta as músicas produzidas com inteligência artificial desde 2025. Em levantamento recente, o streaming musical aponta que, em junho deste ano, as faixas geradas por IA ultrapassaram 50% dos novos uploads pela primeira vez.
A média mensal foi de 90 mil novos registros musicais com IA. Apesar da grande quantidade, as novas faixas responderam por uma pequena parcela das reproduções totais.
Em números
- A média mensal foi de 90 mil novos registros musicais com IA
- Em 2025, mais de 13,4 milhões de músicas de áudio geradas por IA foram detectad
Fontes
Informação baseada em material público de Metrópoles Entretenimento, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.