A decisão da Sony de abandonar gradualmente a venda de jogos em mídia física colocou em evidência uma questão que já chegou à Justiça dos Estados Unidos: afinal, o que significa comprar um jogo.
A partir de 2028, novos títulos lançados para PlayStation serão vendidos exclusivamente em lojas digitais. Na prática, o jogador não terá mais um disco para guardar — e, segundo a própria empresa, também não será proprietário do jogo digital adquirido, mas apenas terá uma licença para acessá-lo.
É justamente essa relação entre consumidor e jogo digital que está no centro de uma disputa judicial na Califórnia. Um grupo de jogadores acusa a Sony Interactive Entertainment, responsável pela PlayStation, de não deixar claro em anúncios e termos de venda que, ao “comprar” um título nas lojas virtuais, o consumidor está adquirindo apenas o direito de acessar aquele conteúdo.
Em resposta, a empresa argumenta que “não é plausível” afirmar que os consumidores estariam sendo levados a acreditar que, de fato, teriam propriedade sob o título vendido.
Este não foi o único argumento que deixou os fãs da Playstation incomodados. Para rebater os jogadores que entraram com a ação, em junho deste ano, a empresa questionou: se dois deles “compraram” o mesmo jogo com apenas 11 dias de diferença, como eles poderiam acreditar que ambos seriam proprietários do mesmo produto.
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