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Empreendedorismo Revisado por ULTRA AI

Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300

Marca criada por uma empreendedora paulistana transforma referências da ancestralidade africana em acessórios usados por artistas e personagens de uma novela da

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Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300

Os búzios são muito mais do que elementos decorativos para a empreendedora Aline Neumann. Presentes em praticamente todas as suas criações, eles representam ancestralidade, espiritualidade e conexão com as raízes africanas.

Foi a partir desse símbolo que ela construiu uma marca de afrojoias que hoje conquista clientes em todo o Brasil e ganhou destaque em uma novela da TV Globo.

Formada em Moda, Aline sempre desenvolveu projetos inspirados na cultura afro-brasileira. Apesar do reconhecimento acadêmico, ouviu de um professor que deveria abandonar a ideia porque "moda afro não dava dinheiro.

O comentário, em vez de desanimá-la, serviu como combustível para seguir em frente. A trajetória empreendedora começou de forma simples.

O dinheiro arrecadado foi reinvestido na produção até que surgiu a oportunidade de participar da Feira Preta, considerado um dos maiores eventos de cultura e empreendedorismo negro da América Latina.

No início, os acessórios eram feitos com materiais simples, mas carregavam uma identidade visual forte. A receptividade dos clientes e os elogios de personalidades conhecidas ajudaram a consolidar a confiança da empreendedora no potencial do negócio.

Com o tempo, ela aprendeu sozinha a confeccionar peças com búzios e ampliou o catálogo para incluir colares, pulseiras e anéis.

Para profissionalizar a empresa, Aline buscou cursos e mentorias voltados à gestão, finanças e marketing. O aprendizado ajudou a estruturar a operação e preparar a marca para novos desafios.

O reconhecimento ganhou ainda mais força quando as joias passaram a integrar o figurino da novela "A Nobreza do Amor". As peças são usadas pelos personagens do núcleo africano da trama, reforçando elementos de identidade, realeza e ancestralidade presentes na história.

Além da novela, as criações da empreendedora também já foram usadas por artistas como Taís Araújo, Lázaro Ramos e IZA.

Para clientes como a historiadora e influenciadora Preta Rara, os acessórios representam mais do que estilo: simbolizam pertencimento, autoestima e valorização da cultura negra.

Agora, a empreendedora planeja ampliar suas referências por meio de viagens ao continente africano, em busca de novas inspirações para as próximas coleções.

Para ela, o sucesso da marca é resultado da combinação entre coragem, propósito e fidelidade às próprias raízes.

AfrotiK (Acessórios – Novela “Nobreza do Amor”).

Em números

  • Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Empreendedorismo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Empreendedorismolink