Casal transforma culinária judaica em negócio para diferentes públicos.
Quando o israelense Moris Mayzel e a brasileira Andréa Ayres decidiram abrir um restaurante em São Paulo, a ideia não era apenas servir comida. O objetivo era apresentar uma cultura inteira à mesa.
O casal, que se conheceu em Buenos Aires e está junto há mais de uma década, chegou à capital paulista em 2025 disposto a construir uma nova etapa da vida.
Enquanto iniciavam o processo para formar uma família, também decidiram criar raízes na cidade por meio do empreendedorismo. O resultado foi a abertura de um restaurante especializado em culinária judaica, com receitas inspiradas em diferentes comunidades espalhadas pelo mundo.
A proposta encontrou terreno fértil em São Paulo, conhecida pela diversidade gastronômica.
Em vez de concentrar o cardápio apenas em receitas israelenses, o restaurante reúne pratos tradicionais de diferentes origens da diáspora judaica, despertando a curiosidade de clientes que buscam novas experiências gastronômicas.
Da tradição familiar ao modelo de negócio.
Segundo Andréa, o público varia conforme o dia da semana. Aos fins de semana, predominam clientes da comunidade judaica, muitos em busca de sabores que remetem às receitas preparadas por pais e avós.
Já durante a semana, o restaurante recebe profissionais que trabalham na região da Avenida Paulista.
Para atender a diferentes perfis, o estabelecimento oferece pratos executivos nos dias úteis, sem abrir mão da identidade gastronômica da casa.
Um dos diferenciais do negócio está no horário de funcionamento. Aberto de terça a domingo, das 8h às 22h, o restaurante serve todas as opções do cardápio ao longo do dia, independentemente do horário.
A inspiração veio dos cafés e restaurantes frequentados pelo casal em Buenos Aires. “Achamos que o bairro comportava esse formato. As pessoas já entenderam que podem comer o que quiserem, na hora que quiserem”, diz a empresária.
Além da cozinha principal, o espaço investe em uma pequena padaria artesanal que produz pães tradicionais judaicos. Muitos clientes, segundo Andréa, frequentam o local exclusivamente para comprar os produtos de panificação.
A administração do negócio é compartilhada entre os sócios. Moris lidera toda a criação do cardápio e a operação da cozinha, enquanto Andréa responde pela gestão financeira e administrativa.
A complementaridade das funções ajudou a estruturar a empresa desde o início. Antes mesmo da inauguração, o casal buscou apoio para planejamento financeiro, escolha do ponto comercial e compra de equipamentos.
Entre as despesas iniciais, esteve a aquisição de maquinário para a operação do restaurante. O negócio também adotou sistemas integrados de gestão financeira e recebimento, além de investir em soluções de pagamento para acompanhar o crescimento da operação.
Relacionamento próximo com os clientes.
Mesmo apostando no delivery por meio das plataformas digitais, Andréa afirma que o principal diferencial continua sendo o atendimento personalizado.
O relacionamento próximo acaba gerando histórias emocionantes. Não são raros os relatos de clientes que se comovem ao experimentar pratos que remetem à infância.
Para Moris, a gastronomia tem o poder de despertar lembranças da mesma forma que a música.
Segundo o empreendedor, muitas receitas carregam memórias familiares e afetivas que atravessam gerações e fronteiras. É justamente essa conexão emocional que o casal procura reproduzir em cada prato servido.
A ambição para os próximos anos não está necessariamente ligada à expansão acelerada, mas à consolidação da marca.
No fim das contas, mais do que apresentar sabores da culinária judaica, o restaurante aposta na hospitalidade como ingrediente principal. Uma combinação que tem atraído tanto quem busca matar a saudade de receitas familiares quanto quem deseja conhecer uma nova cultura através da comida.
Em números
- Casal transforma tradição judaica em negócio de R$ 150 mil por mês em São Paulo
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Empreendedorismo, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.