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Zema defende prisão de Alexandre de Moraes após revelações sobre relação com Vorcaro

Candidato à Presidência disse que “fruta podre já teria sido expelida” em “qualquer país sério” durante entrevista exibida nesta sexta-feira (4).

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Zema defende prisão de Alexandre de Moraes após revelações sobre relação com Vorcaro

O candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, defendeu a prisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em entrevista ao Estadão nesta sexta-feira (4).

O candidato ainda declarou que, em qualquer país sério, “essa fruta podre já teria sido expelida” há muito tempo. O ex-governador de Minas Gerais afirmou que o Supremo virou “motivo de vergonha nacional”.

Zema entrou no assunto depois de ser questionado sobre como avaliava o envolvimento de figuras de diversos partidos com o banqueiro, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

A declaração do candidato se dá após o surgimento de uma crise no STF. Na terça, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe mensagens e contatos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Moraes, Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, foram citados por Daniel Vorcaro em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do dono do Banco Master.

O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, encaminhou na noite de quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação contra Mendonça.

Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.

Fachin deu 5 dias para cada uma das partes se manifestar por escrito. Também passou alguns recados durante participação em um evento do Planalto nesta sexta-feira: disse que os fatos "graves" da "crise Master" que atinge o STF estão em apuração e que nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal.

Nenhuma autoridade está acima da Constituição', diz Fachin, presidente do STF.

Ainda durante a sabatina, o ex-governador de Minas Gerais também fez uma crítica ao PL, sigla do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro. Ao falar sobre as diferenças entre seu partido e o do adversário, já que tinham várias propostas similares, disse: “no Novo, só tem gente ficha limpa; no PL, não”.

Ainda tratando das diferenças que têm em relação a Flávio, destacou sua experiência como “gestor” e o fato de “não ter o rabo preso com nada”. Para o candidato, o país precisa “muito mais de alguém que melhore o setor público” do que “alguém que fica fazendo política como sempre foi feito”.

O candidato ainda falou sobre algumas de suas propostas, como a redução do número de ministérios de 37 para 22. Ele sugere começar juntando o Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério da Pesca.

Outro assunto abordado por Zema foi a tributação. Segundo o ex-governador de Minas Gerais, o Brasil tem a “maior tributação disparado no mundo todo, entre países que têm o mesmo nível de desenvolvimento”.

Como solução, ele defende “impostos mais inteligentes” e um Estado reduzido.

Para o candidato, “quem ganha muito precisa pagar mais”. Ele se declarou favorável a uma tributação de renda progressiva. “Você tributar quem produz, quem gera riqueza, talvez você esteja matando a galinha dos ovos de ouro.

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Fontes consultadas

  • G1 Políticalink