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Eleições 2026 Revisado por ULTRA AI

Lula terá foto com chapéu na urna após mudança na regra eleitoral

Presidente usa acessório como proteção após retirar uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo. Até a última eleição presidencial, candidatos não podiam usar

3 min de leitura
Lula terá foto com chapéu na urna após mudança na regra eleitoral

O presidente Lula (PT) usará um chapéu em sua foto na urna eletrônica com base em uma mudança na lei eleitoral ocorrida em 2022. Nenhum candidato poderia usar acessórios na cabeça até 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reviu a legislação.

É a primeira vez que Lula terá um acessório desde o início de suas participações em disputas presidenciais depois da redemocratização, em 1989.

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Desde maio deste ano, o presidente tem utilizado um chapéu por conta da retirada de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo. O chapéu funciona como uma proteção à região após o processo de cicatrização.

Veja as fotos de Lula na urna desde 2006.

A recomendação dos médicos foi adotada por Lula também durante a campanha eleitoral. Antes, ele usou o acessório em eventos públicos, como agendas presidenciais e o lançamento de sua chapa presidencial, no início de agosto, em São Paulo.

Outros candidatos à Presidência também tiveram definidas suas fotos na urna eletrônica, que podem ser comparadas às imagens da eleição anterior. São os casos de Romeu Zema, que concorreu a reeleição ao governo de Minas Gerais em 2022; e de Hertz Dias, que disputou o governo do Maranhão na última eleição geral.

O modelo escolhido pelo presidente é um chapéu Panamá da marca Sarquis by ABA. O item surgiu com os povos originários do Equador e sua fabricação é com base nas fibras da palha toquilla, tradicional na região.

Além de Lula, o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) costuma usar o chapéu Panamá em alguns eventos, como o Carnaval. Outras figuras famosas brasileiras a usá-lo foram o ex-presidente Getúlio Vargas, o aeronauta Santos Dumont e o cantor Tom Jobim.

Até 2022, era proibido aos candidatos usar acessórios na cabeça, como chapéus e bonés. Segundo a legislação eleitoral vigente naquele período, não era permitida a utilização de elementos cênicos e adornos “com conotação de propaganda eleitoral e que induzam ou dificultem o reconhecimento do candidato pelo eleitorado”.

Naquele ano, porém, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reviu a regra.

A regra mudou na última eleição presidencial após o candidato a deputado federal por São Paulo Douglas Belchior (PT) entrar com ação por ter sido impedido de usar um boné na imagem da urna pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

À época, o ministro Sérgio Banhos, do TSE, autorizou o uso por parte do político ao argumentar que o boné faz parte de uma característica sociocultural do candidato, por isso, deveria ser permitido o uso.

O ministro afirmou em sua decisão que "a utilização do acessório pelo candidato, que tem origem afrodescendente e é engajado na cultura rapper, está diretamente ligada à sua própria imagem perante o eleitorado, o que, em princípio, pode ser considerado elemento étnico e cultural, que se enquadra no permissivo legal.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink