O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) participou de um evento voltado à classe médica e ministrou uma palestra de aproximadamente 45 minutos para um público de cerca de 300 pessoas na manhã deste sábado (12), em São Paulo.
Após o encontro, ele disse esperar que o Supremo Tribunal Federal (STF) resolva em uma semana a crise interna e que o eleitor não deve votar em quem está na lista do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante a apresentação, Cury abordou temas relacionados à psiquiatria e à saúde mental. Entre os assuntos tratados estavam a violência contra a mulher, o aumento dos casos de feminicídio, além de questões relacionadas à autoestima e ao bem-estar emocional.
Ao final da palestra, o candidato cumprimentou e abraçou os organizadores do evento.
Após o evento, Cury também falou sobre propostas para a área da educação. Entre as ideias apresentadas está a defesa da ampliação da educação em tempo integral.
Segundo Cury, a educação em tempo integral deve ser uma das prioridades, com a criação de condições para que os estudantes permaneçam mais tempo nas escolas.
O candidato também afirmou que pretende aumentar a participação das mulheres no governo e propôs que metade dos ministérios seja ocupada por elas.
Um dos meus sonhos é fazer de tudo para que metade das vagas dos ministérios possam ser preenchidas pelas mulheres, talvez pela primeira vez. Vamos fazer de tudo", disse o candidato.
Depois da atividade na Grande São Paulo, Augusto Cury seguiu para Porto Feliz, no interior do estado. Na cidade, ele participa de um encontro fechado com empresários.
Na sequência, o candidato vai para o escritório de campanha para gravar conteúdos.
Paralelamente, relatórios de inteligência da PF passaram a apontar suspeitas de assimetria e direcionamento por parte do ministro André Mendonça na condução das operações "Sem Desconto" e "Compliance Zero.
Diante da manutenção do segredo sobre os autos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acionou o presidente do STF, Edson Fachin, argumentando que a divulgação de apenas uma fração das peças poderia criar uma "ideia equivocada de transparência" e omitir o núcleo da investigação.
Acolhendo o pedido da PGR, Fachin deu um prazo de 24 horas para que Mendonça derrubasse o sigilo das apurações do caso Master. Em cumprimento à determinação, Mendonça retirou o segredo de dezenas de procedimentos relacionados ao caso.
O relator afirmou ter divulgado todos os processos principais disponíveis e argumentou que a manutenção do sigilo sobre trechos específicos foi uma medida "prudente e responsável" para proteger investigações em andamento e dados pessoais, bancários e fiscais de investigados.
Antes da liberação dos novos documentos, o ministro Alexandre de Moraes encaminhou um ofício a Fachin acusando Mendonça de promover uma "escolha seletiva" na divulgação.
Moraes apontou que o colega disponibilizou apenas 15 procedimentos de forma incompleta, omitindo 180 peças e arquivos do sistema do tribunal.
Com isso, Moraes formalizou três pedidos à Presidência: a derrubada total e irrestrita do sigilo, a intimação de magistrados citados nos autos e o julgamento conjunto da petição sobre suas mensagens com o processo que avalia a conduta de Mendonça.
Em despacho assinado neste sábado (12), o presidente Edson Fachin indeferiu o pedido de julgamento conjunto.
O presidente do STF manteve a Sessão Plenária Extraordinária para analisar a petição de relatoria de Mendonça e agendou a apreciação da petição que reúne as informações sobre Moraes para o dia 23 de setembro, após a conclusão dos prazos de instrução.
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