Ir para o conteúdo
Eleições 2026 Revisado por ULTRA AI

Após reportagem do g1, candidato com mandado de prisão renuncia; outros dizem ter quitado dívidas de pensão

7 min de leitura
Após reportagem do g1, candidato com mandado de prisão renuncia; outros dizem ter quitado dívidas de pensão

EXCLUSIVO: 9 candidatos disputam as eleições de 2026 com mandados de prisão em aberto.

Após o g1 revelar que nove candidatos às eleições de 2026 tinham mandados de prisão em aberto por dívida de pensão alimentícia, um deles apresentou renúncia, três afirmaram ter quitado os débitos, a assessoria de um candidato apontou erro processual e um partido informou que outro está regularizando os valores pendentes.

A dívida de pensão não gera inelegibilidade nem retira o candidato da disputa. Ele pode ser preso se for encontrado e, ainda assim, continuar concorrendo, embora a detenção limite a participação presencial na campanha.

Bruno Souto Martins, que havia registrado candidatura a segundo suplente de senador pela Unidade Popular (UP) na Paraíba, apresentou formalmente sua renúncia, segundo o partido.

Carlos Alexandre Ferreira Silva (Solidariedade), Elivaldo Saldanha Brasil (Republicanos) e Cleuber Gomes Ferreira (Republicanos) disseram que os pagamentos haviam sido feitos.

A assessoria de João Reginaldo de Alencar Filho (Novo) classificou o caso como um “erro processual”. O Novo informou que Vitor Hugo Pinheiro Bicca, filiado ao partido, relatou dificuldades financeiras e está regularizando os valores pendentes.

As declarações de pagamento não retiram automaticamente uma ordem do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP). Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cabe ao tribunal responsável atualizar o sistema quando um mandado é cumprido, suspenso, revogado, cancelado ou corrigido.

Veja o que aconteceu e o que disseram candidatos e partidos.

Bruno Souto é o nome de urna de Bruno Souto Martins. Ele havia registrado candidatura a segundo suplente de senador pela UP na Paraíba.

Após a publicação, a UP informou que Bruno apresentou formalmente sua renúncia e que o partido concordou com a decisão. A legenda afirmou que adotaria as medidas necessárias junto à Justiça Eleitoral.

Segundo a UP, Bruno relatou que há um processo em andamento para revisar os valores destinados a filhos maiores de idade, com audiência marcada para 3 de setembro.

O candidato também informou ao partido que realiza tratativas para regularizar a situação.

Bruno afirmou ainda, por meio da UP, que, conforme consulta feita por ele, “não consta decisão definitiva relativa ao mandado, que não foi encaminhado para cumprimento e é passível de revisão” na audiência.

O documento consultado pelo g1 na manhã desta quinta-feira (20), entretanto, aparecia no BNMP como pendente de cumprimento. A decisão ressalta que a prisão não elimina a obrigação financeira: “O cumprimento do tempo no cárcere não exime o executado do pagamento das prestações devidas”.

Em consulta feita na manhã desta quinta-feira (20), Bruno ainda aparecia no sistema do TSE como “concorrendo”, com o pedido de candidatura aguardando julgamento.

A página informava que os dados haviam sido atualizados pela última vez na terça-feira (18), antes do anúncio da renúncia.

O Tribunal de Justiça da Paraíba foi procurado, mas não respondeu até a última atualização.

Alexandre da Carbrás diz desconhecer mandado.

Alexandre da Carbrás é o nome de urna de Carlos Alexandre Ferreira Silva, candidato a deputado federal pelo Solidariedade no Amazonas.

Carlos disse que todos os valores referentes à pensão estavam quitados e em dia. Também afirmou que desconhecia a existência de processo ou mandado ativo relacionado ao caso.

O Tribunal de Justiça do Amazonas, porém, confirmou ao g1 que a ordem estava ativa e pendente de cumprimento. O tribunal informou que não poderia fornecer outros detalhes porque o processo tramita em segredo de Justiça.

Elivaldo Brasil afirma ter pagado antes da ordem.

Elivaldo Brasil é o nome de urna de Elivaldo Saldanha Brasil, candidato a deputado estadual pelo Republicanos em Roraima.

Elivaldo afirmou que o débito “já se encontrava integralmente pago desde 28 de abril de 2026”, antes da decisão e da expedição do mandado. Segundo ele, as prestações posteriores também foram quitadas.

O candidato declarou que o mandado permaneceu ativo porque os pagamentos não haviam sido registrados no processo. Disse ainda que sua defesa pediu à Justiça o reconhecimento da quitação e a retirada da ordem, mas que o pedido aguardava decisão.

Cleuber afirma que pagamento foi realizado em janeiro.

Ferreira do Portal Notícia é o nome de urna de Cleuber Gomes Ferreira, candidato a deputado federal pelo Republicanos em Goiás.

Segundo a decisão, houve o pagamento de parte dos valores, mas não havia comprovação da quitação integral. “Embora tenha efetuado o depósito dos valores apontados às fls.

59/60, o executado não comprovou a quitação da dívida”, afirma o documento.

Após a publicação, Cleuber disse que desconhecia o mandado porque considerava a situação resolvida. “Eu não tinha conhecimento porque isso estava resolvido”, afirmou.

Segundo o candidato, o pagamento foi realizado em 12 de janeiro de 2026. Cleuber declarou que seu advogado analisa o caso.

Assessoria de João Alencar aponta “erro processual”.

Farmacêutico João Alencar é o nome de urna de João Reginaldo de Alencar Filho, candidato a deputado estadual pelo Novo em Rondônia.

Após a publicação, a assessoria do candidato afirmou que a ordem decorre de um “erro processual” e que a documentação referente aos pagamentos foi protocolada na Justiça.

Segundo a nota, uma nova audiência foi marcada para esclarecer o caso.

A 2ª Vara de Família de Porto Velho informou que o processo tramita em segredo de Justiça e que não poderia fornecer informações sobre a movimentação processual.

O Novo não enviou manifestação específica sobre o caso de João.

Novo diz que Vitor Bicca regulariza valores.

Vitor Bicca é o nome de urna de Vitor Hugo Pinheiro Bicca, candidato a deputado federal pelo Novo no Rio Grande do Sul.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul confirmou a existência da ordem e informou que não poderia divulgar outros detalhes devido ao sigilo.

Após a publicação, o Novo afirmou que realiza uma verificação de antecedentes dos candidatos e que, na época da seleção, não havia registros relacionados a Vitor.

Segundo o partido, Vitor disse que não havia sido intimado da decisão e que enfrentou dificuldades financeiras em 2024 e no início de 2025, quando ocorreram os atrasos.

O Novo informou que o candidato está atualizando os pagamentos e providenciando a quitação dos valores pendentes.

O candidato não respondeu diretamente ao g1.

Partidos dizem que desconheciam casos de Antonio e Marcos Paulo.

O MDB-RS afirmou que desconhecia a ação relacionada a Antonio Ricardo Costa Moeler, o Dr. Antonio Moeler, candidato a deputado federal no Rio Grande do Sul.

O partido declarou ter recebido todas as certidões exigidas pela legislação e disse que buscaria mais informações sobre o caso. Antonio não respondeu ao g1.

O Republicanos do Amapá também afirmou que desconhecia previamente o caso de Marcos Paulo Bertolo, o Dr. Marcos Paulo, candidato a deputado estadual.

Na terça-feira (18), Marcos aparecia no BNMP como alvo de uma prisão preventiva por suspeita de inserção de dados falsos no Sistema de Gestão Fundiária. Depois do contato do g1 com o Tribunal de Justiça do Amapá, a ordem saiu da lista de mandados em aberto.

O tribunal não explicou o motivo da alteração.

O Republicanos disse que os documentos apresentados pelo candidato estavam regulares e que, conforme as informações disponíveis ao partido, não havia condenação que causasse inelegibilidade ou impedisse a candidatura.

Outra ordem de origem criminal saiu do BNMP.

Uma ordem relacionada à execução de pena contra Lindameri de Oliveira Rodrigues também saiu da lista de mandados em aberto do BNMP.

Lindameri, candidata a deputada federal pelo PRD em Santa Catarina, havia sido condenada por permitir que uma pessoa sem habilitação dirigisse um veículo. O mandado determinava que ela fosse apresentada à Justiça e colocada imediatamente em liberdade depois de uma audiência.

Após ser informado pelo g1 de que Lindameri era candidata, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina afirmou que a ordem seria revogada e que “sairá do BNMP assim que o trâmite se completar”.

Na consulta seguinte, o mandado já não aparecia entre as ordens em aberto.

Outros candidatos não se manifestaram.

Odair Yamamoto Araujo, candidato a deputado estadual pela Democracia Cristã em Rondônia, e Valdiley Abadia da Silva, o Dom Valdiley, candidato a deputado federal pela mesma legenda em Goiás, não responderam até a última atualização.

A Democracia Cristã também não enviou manifestação sobre os casos.

Leia mais detalhes dos casos na reportagem completa.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Políticalink