Os números ajudam a dimensionar um dos problemas apontados pela "2ª Pesquisa Apagão dos Professores", do Instituto Semesp: a baixa atratividade financeira da carreira em um momento em que o Brasil precisa incorporar uma nova geração de docentes para substituir profissionais próximos da aposentadoria.
- Professor de Nível Superior na Educação Infantil (0 a 3 anos) - 5.105.
- Professor de Nível Superior do Ensino Fundamental I - 6.166.
- Professor de Nível Superior do Ensino Fundamental II - (média 5.426).
- Professor de Ciências Exatas e Naturais - 5.930.
- Professor de Educação Artística - 5.355.
- Professor de Educação Física - 4.801.
- Professor de Língua Estrangeira Moderna - 4.964.
- Professor de Língua Portuguesa - 6.198.
- Professor de Disciplinas Pedagógicas - 7.294.
- Professor de Língua e Literatura Brasileira - 4.941.
Abaixo, veja a remuneração por etapa de ensino e, depois, o detalhamento por disciplinas.
Média de remuneração por etapa do ensino.
Salário médio por disciplina no Ensino Fundamental II.
No entanto, o salário é apenas um dos fatores que ajudam a explicar a dificuldade de atrair e manter professores na Educação Básica. Segundo a pesquisa do Instituto Semesp, 58,3% dos docentes ouvidos apontaram a baixa remuneração como um dos principais desafios da profissão.
O problema mais citado foi a falta de valorização e estímulo à carreira, mencionada por 74,8% dos participantes.
Também aparecem entre as principais dificuldades a falta de disciplina e de interesse dos alunos, indicada por 62,8% dos professores; a falta de apoio e reconhecimento da sociedade, por 61,3%; e o baixo envolvimento das famílias, por 59%.
O levantamento mostra ainda sinais de insatisfação com a profissão: 79,4% dos professores pesquisados afirmaram já ter pensado em desistir da carreira docente. Apenas 5% disseram se sentir motivados e confiantes em relação ao futuro profissional.
Esses fatores ganham peso diante do desafio de renovação apontado pelo estudo. Entre 2015 e 2025, o número de professores do Ensino Médio com até 24 anos caiu 31,1%, enquanto o contingente daqueles com 60 anos ou mais aumentou 104,5%.
Além do valor recebido no início da carreira, a pesquisa chama a atenção para as possibilidades de progressão salarial ao longo dos anos.
Com base em dados do Education at a Glance 2025, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Instituto Semesp comparou a remuneração de professores do Ensino Médio em diferentes países.
Os valores são anuais e ajustados pela paridade do poder de compra, o que permite levar em consideração diferenças no custo de vida entre os países.
Para o Instituto Semesp, esses dados indicam que a atratividade da profissão está relacionada não apenas ao salário de entrada, mas também à perspectiva de crescimento profissional e financeiro.
O estudo aponta a baixa remuneração inicial, a falta de progressão na carreira e a desvantagem salarial em relação a outros profissionais com ensino superior como obstáculos para atrair jovens e renovar o quadro docente no Brasil.
Em números
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