Em agosto de 2026, a nova edição do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola 2.0, registrou 10% no índice de inadimplência. Apesar do indicador revelar um número relevante, o limite de cobertura oferecido pelo Fundo Garantidor de Operações é de 50%.
O UBS BB destaca que o programa, inicialmente, havia sido concebido para durar três meses, mas acabou sendo prorrogado por mais um mês. Agora, a previsão de duração segue até o dia 31 de agosto.
De acordo com os analistas do banco, como a Medida Provisória (MP 1.355) ainda não foi votada pelo Congresso Nacional, pode haver a possibilidade de uma nova prorrogação do Desenrola.
A análise do UBS BB também mostra que o nível de empréstimos em atraso entre as instituições financeiras participantes, não é comparável. Além da carteira do programa ainda ser muito recente, os analistas explicam que o ritmo de renegociação variou significantemente entre as instituições.
De acordo com o banco, esse patamar não deve necessariamente ser interpretado como a taxa de inadimplência de longo prazo do programa. Os analistas explicam que a carteira ainda está em fase de maturação, sendo assim, ainda não atingiu um estágio suficientemente avançado para refletir seu comportamento definitivo.
O Nu (BDR: ROXO34) foi o mais ativo. A participação da instituição chegou a 47% das renegociações realizadas em maio de 2026. Em julho do mesmo ano, o índice caiu para 14%. O Bradesco (BBDC4) e PicPay, por sua vez, aumentaram sua participação mais recentemente, o que altera a visão geral sobre os indicadores.
Como apontado, todos os percentuais seguem abaixo do limite de 50% da cobertura garantida.
Desde o início do programa, o Nu adotou uma postura mais agressiva, respondendo por 47% das novas operações em maio. O cenário mudou daí para frente e, até julho, a participação da instituição caiu para 14%.
Bradesco e PicPay tiveram um movimento oposto, aumentando a participação. Em maio, representavam 13% e 0% das novas operações, respectivamente. Em julho, suas participações aumentaram para 23% e 17%.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.