As taxas do Tesouro Direto recuam de forma generalizada nesta terça-feira (25), acompanhando o alívio nos rendimentos dos títulos americanos. O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a operar abaixo de 8% ao ano, caindo de 8,01% na segunda-feira para 7,97% nesta manhã.
As maiores quedas do dia, todas de 4 pontos-base, ficaram distribuídas entre os dois grupos de títulos. Além do IPCA+ 2032, recuaram nessa intensidade o IPCA+ com Juros Semestrais 2045, de 7,51% para 7,47%, o IPCA+ com Juros Semestrais 2060, de 7,37% para 7,33%, e o Prefixado 2029, de 14,18% para 14,14%.
Nos demais vencimentos, o IPCA+ 2040 caiu de 7,51% para 7,48%, o IPCA+ com Juros Semestrais 2037 foi de 7,71% para 7,68%, e o IPCA+ 2050 recuou de 7,31% para 7,29%.
Nos prefixados, o 2032 caiu de 14,54% para 14,51%, e o com Juros Semestrais 2037 foi de 14,53% para 14,50%.
O movimento acompanha o recuo nos juros americanos, que cedem mesmo diante da escalada no Oriente Médio. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou na segunda-feira uma ampliação das sanções contra o Irã, alertando outros países para que cortem laços comerciais com Teerã sob risco de serem excluídos do sistema financeiro baseado em dólar.
Ainda assim, o rendimento do Treasury de dois anos caía 2 pontos-base, a 4,219%, enquanto o de dez anos recuava 4 pontos-base, a 4,668%.
?Deixe o mercado de títulos falar”: Druckenmiller dá puxão de orelha em Bessent.
Em artigo no Wall Street Journal, o gestor que foi chefe do secretário do Tesouro dos EUA critica proposta de intervenção e aponta desgaste na credibilidade do mercado de Treasuries.
O mercado segue apostando em novo corte da Selic, hoje em 14% ao ano, na reunião de setembro. A precificação das opções de Copom negociadas na B3 na última sexta-feira indicava cerca de 85% de chance de redução de 25 pontos-base no próximo mês, contra aproximadamente 15% de manutenção.
Para a reunião de novembro, as probabilidades ficavam mais equilibradas, com 42,1% de chance de novo corte e 40,1% de manutenção.
Apesar da queda desta manhã, a leitura predominante é de um mercado ainda lateral, com forças equilibradas nas duas direções. De um lado, a perspectiva de desaceleração da atividade e a expectativa de continuidade do ciclo de cortes limitam uma abertura mais forte da curva.
De outro, a alta do dólar, o risco geopolítico e a maior incerteza política doméstica sustentam prêmio nos vencimentos mais longos.
O restante da semana concentra eventos capazes de dar direção mais clara à curva. No Brasil, saem o IPCA-15 e dados de atividade e emprego. No exterior, os investidores aguardam o núcleo do índice de preços PCE, medida de inflação preferida do Federal Reserve, e o discurso de Kevin Warsh no simpósio de Jackson Hole, marcado para sexta-feira.
Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h28 desta terça-feira (25).
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.