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Economia Revisado por ULTRA AI

Tesouro faz maior leilão de títulos de inflação desde abril após vencimento recorde

Colocação integral dos três vencimentos interrompe sequência de ofertas enxutas, mas concentração no papel mais curto mostra que a demanda por títulos longos se

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

Resultado do leilão de 18 de agosto.

Desde meados de junho, o Tesouro vinha oferecendo lotes bem menores a cada semana, num contexto de insegurança dos investidores com a política fiscal, juros nominais elevados e incerteza externa.

Cabral avalia que o volume precisa ser lido levando em conta o tamanho do vencimento que veio antes, e considera que a colocação ficou abaixo do que seria esperado diante da quantia que voltou ao mercado na segunda-feira.

Ele aponta como razões para a demanda fraca a concorrência dos títulos privados, uma inflação implícita alta demais, que acaba deixando a taxa do cupom baixa, e o IOF na previdência.

A aplicação de renda fixa mais vulnerável se a inflação desandar, segundo a ARX.

Gestor de crédito da casa elenca fatores que podem fazer os preços voltarem a subir, defende indexados à inflação e aponta elo frágil na carteira de renda fixa.

4 títulos públicos para se proteger e aproveitar taxas históricas.

Veja o que escolher entre prefixados e papéis de inflação diante de taxas consideradas atrativas para quem mira o longo prazo.

O leilão também aconteceu num momento de forte pressão sobre os juros longos no mundo todo. O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 30 anos atingiu na segunda-feira o maior nível desde 2007, e a liquidação se espalhou por diversos mercados de renda fixa, dos Estados Unidos ao Japão, com investidores preocupados com contas públicas e inflação.

Quando os juros longos sobem lá fora, os investidores tendem a exigir retornos maiores também no Brasil, o que torna mais caro para o Tesouro colocar papéis de prazo mais longo.

No Tesouro Direto, as taxas dos títulos de inflação recuavam às 15h34 desta terça. O IPCA+ 2050 caiu de 7,35% na segunda-feira para 7,30%, e o IPCA+ 2040 foi de 7,63% para 7,58%, ambos com queda de 5 pontos-base.

Os papéis com juros semestrais também apresentaram queda. Nos prefixados, o movimento foi misto, com o Prefixado 2029 recuando e o Prefixado 2032 subindo.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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