Ir para o conteúdo
Economia Revisado por ULTRA AI

Shein tem estreia discreta na Bolsa de Hong Kong e arrecada US$ 1,7 bilhão

A gigante do fast-fashion viu o preço de suas ações despencar até 10% na abertura do pregão nesta terça-feira (1º). Em seguida, recuperou-se e fechou o dia com

3 min de leitura
Shein tem estreia discreta na Bolsa de Hong Kong e arrecada US$ 1,7 bilhão

Os planos da empresa de listar suas ações em Nova York e Londres foram frustrados por questões regulatórias, mas em julho ela recebeu autorização das autoridades chinesas para vender ações no centro financeiro do sul do país.

Lista completa

  • 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1.

A Shein, conhecida por seus preços extremamente baixos e roupas de produção rápida, afirma que os fundos arrecadados serão usados para financiar suas capacidades tecnológicas e fortalecer sua presença internacional.

Entre 2021 e 2022, a empresa transferiu a sede para Singapura, uma medida que, segundo analistas, teve como objetivo distanciar-se politicamente da China.

A empresa tem sido alvo de críticas devido ao seu impacto ambiental e a denúncias de violações dos direitos humanos, e enfrenta a crescente concorrência de empresas de comércio eletrônico de baixo custo, como Temu e AliExpress.

No final de 2025, a Shein contava com uma média de 156 milhões de usuários ativos mensais na Europa, posicionando-se entre as maiores plataformas de comércio eletrônico do continente, ao lado da AliExpress (193 milhões) e da Amazon (cerca de 180 milhões).

O presidente executivo, Donald Tang, declarou à AFP no ano passado que a empresa tem "tolerância zero" com o trabalho forçado.

O fundador e presidente do conselho da varejista online Shein, Xu Yangtian (ao centro), participa da cerimônia de abertura de capital da empresa na Bolsa de Valores de Hong Kong, em Hong Kong.

A oferta pública inicial desta terça-feira "não representa um prejuízo", apesar da recepção morna do mercado, afirmou Han Lin, diretor para a China da consultoria The Asia Group.

Os mercados de ações veem a Shein mais como uma varejista em processo de amadurecimento, que enfrenta tarifas, regulamentações e concorrência", disse à AFP, acrescentando que "a fraqueza inicial da cotação sugere que os investidores querem provas, não apenas promessas.

O CEO da Shein, Sky Xu, fez uma rara aparição pública este ano na província de Guangdong, no sul da China, onde prometeu alocar mais recursos para o país - uma medida que analistas interpretaram como uma tentativa de realinhar a empresa com suas raízes.

Segundo Lawrence Loh, professor especializado em mercados ESG ("Environmental, Social and Governance", Ambiental, Social e Governança) na Universidade Nacional de Singapura, a estreia em Hong Kong representa "uma nova história asiática para a empresa", à medida que ela se redefine institucionalmente com "raízes na China.

Mas isso tem o preço de um nível ainda maior de escrutínio público", afirma.

Em números

  • No final de 2025, a Shein contava com uma média de 156 milhões de usuários ativos mensais na Europa, posicionand
  • Entre as maiores plataformas de comércio eletrônico do continente, ao lado da AliExpress (193 milhões) e da Amazon (cerca de 180 milhões)
  • Shein tem estreia discreta na Bolsa de Hong Kong e arrecada US$ 1,7 bilhão

Fontes consultadas

  • G1 Economialink

Leia também

Mais em Economia