Os planos da empresa de listar suas ações em Nova York e Londres foram frustrados por questões regulatórias, mas em julho ela recebeu autorização das autoridades chinesas para vender ações no centro financeiro do sul do país.
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A Shein, conhecida por seus preços extremamente baixos e roupas de produção rápida, afirma que os fundos arrecadados serão usados para financiar suas capacidades tecnológicas e fortalecer sua presença internacional.
Entre 2021 e 2022, a empresa transferiu a sede para Singapura, uma medida que, segundo analistas, teve como objetivo distanciar-se politicamente da China.
A empresa tem sido alvo de críticas devido ao seu impacto ambiental e a denúncias de violações dos direitos humanos, e enfrenta a crescente concorrência de empresas de comércio eletrônico de baixo custo, como Temu e AliExpress.
No final de 2025, a Shein contava com uma média de 156 milhões de usuários ativos mensais na Europa, posicionando-se entre as maiores plataformas de comércio eletrônico do continente, ao lado da AliExpress (193 milhões) e da Amazon (cerca de 180 milhões).
O presidente executivo, Donald Tang, declarou à AFP no ano passado que a empresa tem "tolerância zero" com o trabalho forçado.
O fundador e presidente do conselho da varejista online Shein, Xu Yangtian (ao centro), participa da cerimônia de abertura de capital da empresa na Bolsa de Valores de Hong Kong, em Hong Kong.
A oferta pública inicial desta terça-feira "não representa um prejuízo", apesar da recepção morna do mercado, afirmou Han Lin, diretor para a China da consultoria The Asia Group.
Os mercados de ações veem a Shein mais como uma varejista em processo de amadurecimento, que enfrenta tarifas, regulamentações e concorrência", disse à AFP, acrescentando que "a fraqueza inicial da cotação sugere que os investidores querem provas, não apenas promessas.
O CEO da Shein, Sky Xu, fez uma rara aparição pública este ano na província de Guangdong, no sul da China, onde prometeu alocar mais recursos para o país - uma medida que analistas interpretaram como uma tentativa de realinhar a empresa com suas raízes.
Segundo Lawrence Loh, professor especializado em mercados ESG ("Environmental, Social and Governance", Ambiental, Social e Governança) na Universidade Nacional de Singapura, a estreia em Hong Kong representa "uma nova história asiática para a empresa", à medida que ela se redefine institucionalmente com "raízes na China.
Mas isso tem o preço de um nível ainda maior de escrutínio público", afirma.
Em números
- No final de 2025, a Shein contava com uma média de 156 milhões de usuários ativos mensais na Europa, posicionand
- Entre as maiores plataformas de comércio eletrônico do continente, ao lado da AliExpress (193 milhões) e da Amazon (cerca de 180 milhões)
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