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Economia Revisado por ULTRA AI

Rota marítima sofisticada abastece Norte e Nordeste com cigarros contrabandeados

Carga sai do Paraguai, passa pelo Chile e canal do Panamá até chegar a estados brasileiros

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

Um barco abordado no oceano Atlântico em julho de 2024, a 407 km de Macapá, transportava 1,5 milhão de maços de cigarros paraguaios. No Pará, um ano antes, um barco que saiu de Abaetetuba (PA) para encontrar um navio em alto mar e embarcar caixas de cigarro foi flagrado e três pessoas foram presas.

O que poderia ser algo pontual é, no entanto, cada vez mais frequente e decorre de mudanças logísticas adotadas pelo crime organizado para abastecer os estados do Norte e Nordeste do país, que incluem o escoamento dos cigarros fabricados no Paraguai por uma rota marítima que passa pelo Suriname.

Há relatos de casos do gênero desde 2018 e passaram a ser frequentes nos anos seguintes, até serem considerados atualmente pelas autoridades como uma rota consolidada.

Há até casos de barcos carregados de cigarros, sem tripulantes, flagrados pela Marinha, como um que encalhou em 2020 em Cajueiro da Praia (PI).

A rota marítima, assim como a terrestre, tem origem no Paraguai. Mas os contrabandistas, em vez de entrarem com as cargas diretamente no Brasil por fronteiras no Paraná e em Mato Grosso do Sul, optam por levar o carregamento de cigarros para o Chile, para ser embarcado no porto de Iquique, no norte do país, distante 1.

No fim do ano passado, a PF (Polícia Federal) deflagrou a operação Rota da Fumaça, resultado de investigação de uma organização criminosa que lavava dinheiro e contrabandeava cigarros que passavam pelo Suriname.

A investigação revelou uma rede estruturada de compradores de cigarros ilegais, com o uso de laranjas e empresas de fachada.

O alto lucro, com baixo risco, faz o contrabando ser uma fonte de financiamento do crime organizado na região da tríplice fronteira, o que motiva até mesmo usar essa rota, mais extensa, para driblar a fiscalização no Brasil.

Como a Folha mostrou, contrabandear produtos do Paraguai para o Brasil pode render lucros superiores a 500% ao crime organizado, o que tem feito com que facções criminosas estejam cada vez mais presentes no entorno de Foz do Iguaçu (PR), principal região de entrada de produtos ilegais no país.

Em números

  • Um barco abordado no oceano Atlântico em julho de 2024, a 407 km de Macapá, transportava 1,5 milhão de maços de ci

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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