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Economia Revisado por ULTRA AI

Redes de pizzas e pastéis buscam soluções diante do fenômeno das canetas emagrecedoras

Alternativas vão de embalagem que facilita o consumo fracionado a sabores com até 21 g de proteína

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

Marco Lisboa concluiu que diminuir o tamanho do pastel não era o caminho. As unidades de até 30 cm são um dos principais marketings do Pastel do Bairro, que tem duas unidades em São Paulo e planeja entrar no formato de franquias com mais dez lojas ainda neste ano.

Mas a constatação do CEO era óbvia: o fenômeno das canetas emagrecedoras tem feito os clientes comerem menos. Ainda mais pastéis.

Ele desenvolveu uma embalagem com picote central para facilitar a divisão entre duas pessoas que possibilite fracionar o consumo. A embalagem mantém o pastel quente por mais tempo e pode ser selada novamente depois de aberta.

De acordo com Lisboa, cerca de 60% das vendas atuais já são destinadas ao consumo compartilhado.

Não apenas a franquia de pastéis, mas as redes de food service e associações do setor de alimentação sentem os efeitos da popularização dos medicamentos à base de GLP-1.

Estudo da Scanntech indica que o uso cresceu 239% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. A estimativa é que o crescimento desses medicamentos pode reduzir em 0,49% ao ano o volume de alimentos vendidos em supermercados no país, com maior impacto sobre bebidas e perecíveis embalados.

Pesquisa da Euromonitor mostra que 5,5% da população brasileira já usa canetas, proporção acima da média global de 3,7%.

Rede com cerca de 100 unidades no país, a Pizza Prime escolheu como caminho pizzas com maior teor proteico, com seis sabores e até 21 gramas de proteína por fatia, como é o caso da "Atum Power", ou da "Frango Power", com 19 gramas por pedaço.

A rede reforça também o valor proteico de outras coberturas já usadas antes: Camarão da Ilha, Atum com Muçarela, Portuguesa e Magic Chicken, todos com entre 18g e 19 gramas de proteína por fatia.

O diferencial é oferecer pizzas com teores proteicos equiparados a refeições funcionais. Enquanto o mercado de ‘fast food nutritivo’ ainda é dominado por saladas e bowls, nós levamos proteína para um formato que o brasileiro já ama: pizza", afirma Gabriel Concon, fundador e CEO da Pizza Prime.

É uma tendência identificada pela Apubra (Associação Pizzarias Unidas do Brasil), que reúne estabelecimentos do setor. A entidade afirma ter recebido relato de associados quanto ao aumento da procura por sabores com maior presença de proteínas, principalmente entre os consumidores que usam as canetas emagrecedoras.

A Apubra diz também que a busca por soluções chegou também aos restaurantes que oferecem rodízios. O caminho tem sido a oferta por valores diferenciados ou descontos a clientes que relatam estarem em tratamento.

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Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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