À coluna, a nova gestão da Ri Happy —empresa que controla a marca homônima e a PBKids— promete fazer "a melhor sazonalidade da história". Na última segunda-feira (31), a companhia foi comprada pela sociedade anônima BluSun Capital Partners.
A operação devolveu Héctor Nuñez ao cargo de CEO —o executivo cubano comandou a empresa por oito anos, de 2012 a 2020.
A primeira prioridade será conhecer profundamente a companhia, acompanhar a operação e ouvir colaboradores, franqueados, fornecedores e parceiros. E garantir que façamos a melhor sazonalidade da nossa história", afirma o diretor-presidente.
Em junho, há dois meses, a coluna antecipou a reestruturação da Ri Happy, que passa a investir em experiências para os clientes dentro das lojas. O novo rumo é uma forma de depender menos do varejo de brinquedos, que passa a disputar com o mercado infantil com a tecnologia, segundo analistas consultados pela coluna.
Nos bastidores, analistas enxergam o novo CEO como experiente no mercado, tendo passado por companhias como Walmart e a própria Ri Happy. A nova gestão, no entanto, terá de se provar com um melhor desempenho no segundo semestre, com datas importantes para o segmento: Dia das Crianças, Black Friday e Natal.
O mercado espera que a reestruturação fique em segundo plano até janeiro.
Sob o ex-CEO, Thiago Rebello, desejava posicionar a Ri Happy como rede de entretenimento infantil, isto é, afastar-se da dependência do varejo presencial. Até o momento, a nova gestão pretende continuar o projeto.
Na época do anúncio da reformulação sob a ex-dona, a X Capital, da estratégia da companhia, a rede esperava impulso de 40% nas vendas por metro quadrado a partir de junho.
Na unidade inaugural do novo formato, no MorumbiShopping, em São Paulo, a empresa iniciou sua frente de serviços batizada de Divertudo. Brinquedotecas temáticas, experiências monitoradas e ativações são alguns dos primeiros projetos.
O plano é agregar oficinas, eventos sazonais e novas atrações ligadas ao universo infantil e ao comportamento das novas gerações.
A compradora, a BluSun Capital, foi registrada há 22 dias, segundo cadastro na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo), com apenas uma sócia. Os documentos mostram que a BluSun é subsidiária integral da SVQVS Investimentos, empresa presidida por Núñez.
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