Para um ex-executivo da Itapemirim, seria impossível para o grupo manter a posição que teve entre os anos 1970 e 1980, de domínio no mercado de transporte interestadual rodoviário.
Mas não precisava terminar "desse jeito.
O "desse jeito" envolve disputas familiares, dívidas, venda simbólica, sucateamento da frota e recuperação judicial tão tumultuada que causou espanto a magistrados.
A falência foi decretada em 2022, após a administradora judicial dizer que o cenário era de "terra arrasada.
Mesmo o pedido de falência foi controverso. Credores argumentaram à Justiça que o cenário poderia ser revertido. A briga continua, agora por linhas de transporte de passageiros.
A EXM Partners, nomeada administradora judicial, solicitou a falência do grupo sob o argumento de que o "cenário encontrado é tão precário que não demonstra a viabilidade do negócio." Mas também a atuação da empresa é questionada por credores e por Piva.
Empresário que já havia comprado outras empresas em dificuldades financeiras, ele é acusado, nos documentos juntados à recuperação judicial, de contribuir de forma decisiva para o fim da Itapemirim.
A EXM afirma que todo o processo foi marcado por "altíssimo número de incidentes, o que aumentou o passivo.
A recuperanda utilizou todas as ferramentas para contestar créditos já constituídos e postergar pagamentos, rediscutir operações bancárias antes e depois da recuperação judicial, buscando suspender a exigibilidade das dívidas.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.