O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1º).
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- 🤔 Os juros elevados podem, em teoria, reduzir a demanda e o consumo. Segundo Moraes, no entanto, o cálculo do PIB não permite separar esse efeito dos demais fatores que influenciam o comportamento das famílias.
- Transporte, armazenagem e correio: 1,2%.
- Outras atividades de serviços: 1,1%.
- Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados: 1,0%.
- Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social: 0,9%.
PIB do Brasil cresce 0,5% no 2º trimestre de 2026.
🤔 O PIB mede o tamanho da economia de um país. O indicador representa o valor de todos os bens e serviços produzidos em determinado período.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o PIB cresceu 2%.
O resultado do trimestre foi puxado principalmente pela Agropecuária, que avançou 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. Entre os demais grandes setores, os Serviços cresceram 0,2% e a Indústria, 0,1%.
O crescimento da Agropecuária foi o principal destaque do trimestre. Os Serviços e a Indústria também cresceram, mas em ritmo mais moderado", afirmou o coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes.
Pelo lado da demanda, os investimentos cresceram 1,2% e o consumo do governo aumentou 0,4%. Já o consumo das famílias caiu 0,4%, enquanto as exportações recuaram 0,8% e as importações subiram 1,8%.
Veja os principais destaques do PIB no 2º trimestre de 2026.
A Agropecuária foi o setor que mais cresceu no segundo trimestre de 2026, com alta de 2,8% em relação ao primeiro trimestre.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o setor avançou 6,8%, favorecido pelo bom desempenho da pecuária e de produtos da lavoura, que tiveram aumento na estimativa de produção e ganho de produtividade.
Entre os destaques das lavouras, estão.
🔎 Os dados das culturas são usados na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior porque o IBGE não dispõe de séries com ajuste sazonal específicas para cada lavoura.
Por isso, não é possível afirmar, a partir desses números, quanto cada cultura contribuiu para a alta de 2,8% da Agropecuária no trimestre.
Consumo das famílias cai no trimestre.
O consumo das famílias caiu 0,4% no segundo trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano. Ainda assim, na comparação com o mesmo período de 2025, houve crescimento de 0,5%.
O resultado chama atenção diante do avanço da massa salarial real e do crédito para pessoas físicas no período. Segundo Moraes, porém, não é possível estabelecer uma relação direta entre o aumento da renda e do crédito e o comportamento do consumo.
Indústria é puxada pela extração de petróleo e gás.
A Indústria cresceu 0,1% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores.
O resultado foi sustentado pelas Indústrias Extrativas, que avançaram 3,4% no período. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o crescimento desse segmento foi ainda maior, de 12%, impulsionado pelo aumento da extração de petróleo e gás.
A Construção também cresceu na comparação anual, com alta de 1%.
Por outro lado, algumas atividades industriais registraram queda. No trimestre, Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%, enquanto as Indústrias de Transformação e a Construção caíram 0,4% cada.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a Indústria de Transformação recuou 0,9%, enquanto Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos caiu 0,5%.
Informação e comunicação é destaque entre os Serviços.
O setor de Serviços cresceu 0,2% no segundo trimestre, em relação aos três primeiros meses do ano.
O maior crescimento foi registrado em Informação e comunicação, com alta de 2,1%. Também houve avanço em Transporte, armazenagem e correio (1,1%) e Atividades imobiliárias (0,2%).
O Comércio e as Outras atividades de serviços ficaram estáveis no período.
Já Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social recuaram 0,4%, enquanto as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados caíram 0,3%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o setor de Serviços cresceu 1,5%. Todas as atividades registraram resultado positivo nessa comparação, com destaque para Informação e comunicação, que avançou 8,4%.
Veja a variação das demais atividades.
No primeiro semestre de 2026, o PIB cresceu 1,9% em relação ao mesmo período de 2025.
A Agropecuária avançou 3,6%, enquanto a Indústria cresceu 1,6% e os Serviços, 1,8%.
Na Indústria, as Indústrias Extrativas cresceram 12,5% e a Construção avançou 1,1%. Já Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%, enquanto as Indústrias de Transformação caíram 0,9%.
Nos Serviços, o maior crescimento foi registrado em Informação e comunicação, com alta de 8,0%.
Também tiveram avanço as Atividades imobiliárias (2,6%), as Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,9%), Outras atividades de serviços (1,7%), Comércio (1,0%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,0%) e Transporte, armazenagem e correio (0,9%).
Na demanda interna, o Consumo das Famílias cresceu 1,1% no primeiro semestre, enquanto o Consumo do Governo aumentou 2,9%. Os investimentos ficaram estáveis.
No setor externo, as Exportações cresceram 5,5% e as Importações avançaram 3,4%.