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Economia Revisado por ULTRA AI

Os efeitos colaterais do súbito emagrecimento da fila do INSS

Instituto afirma que exigências devem ser examinadas caso a caso

4 min de leitura
Os efeitos colaterais do súbito emagrecimento da fila do INSS

Inspirado na moda das canetas emagrecedoras, a sensação é de que aplicaram regime similar na gigantesca fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O emagrecimento artificializado vem causando efeitos acelerados na autarquia.

Em fevereiro deste ano, eram 3,1 milhões de pessoas aguardando resposta há mais de 45 dias. Hoje, a fila regrediu em quase 90% do tamanho.

Em entrevista à Record News, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, anunciou que atualmente há cerca de 370 mil requerimentos pendentes e que devem ser zerados ainda este ano, mas pode acontecer entre setembro e outubro, antes das eleições.

Com a mesma rapidez da inapetência de usuários de tirzepatida, princípio ativo usado nas canetas, em poucos meses a fila do INSS trocou a obesidade mórbida pela magreza anoréxica.

Com mais de 36 anos de existência, o INSS nunca apresentou esse metabolismo. Pelo contrário, vem envelhecendo mal. Cheio de comorbidades, como corrupção, inoperância, ingerência política e desorganização administrativa.

Essa redução brusca é algo histórico. Mas é cedo para comemorar. Diante da suspeita de que não se trata de emagrecimento saudável e equilibrado, é melhor aguardar a janela de estabilização.

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Até lá, o INSS vem usando da criatividade e de vários atalhos no encolhimento dos números. As negativas de benefícios dispararam para 66,5% nesse ano de 2026, além do afrouxamento de concessões sem perícia médica no Atestemed, imposição de biometria para requerimentos em curso, negativas sem análise de peritos médicos, expansão dos incentivos financeiros para os servidores trabalharem mais.

A novidade agora é que existe uma brecha no INSS que pode influenciar na caracterização da demora da fila. Quase uma "maquiagem estatística.

Historicamente, o desafio de todo governo consiste no INSS responder os requerimentos no prazo de até 45 dias. Esse número é representativo. Além de ser exigência legal, é parâmetro objetivo na sua medição.

O TCU (Tribunal de Contas da União), inclusive, já pressionou o INSS para honrá-lo.

Todavia, a contagem do prazo pode ser estancada se o servidor abrir exigência para o segurado tomar alguma providência, a exemplo de anexar documentos. Curiosamente, alguns servidores do INSS vêm abrindo exigências com a seguinte frase: "Seu pedido será analisado por outro servidor.

É um procedimento que foge do roteiro e da lógica, até porque prescindível anunciar que haverá de ser apreciada.

Esse procedimento provoca consequências. Camufla a estatística dos processos parados, artificializa a eficiência administrativa, induz o TCU em erro, confunde o segurado com exigência inútil e provoca retenção de processos para servidor ganhar mais bônus, pois tarefa em exigência evita que o robô redistribua o caso para outrem.

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Apesar de constar como exigência, em nota o INSS esclareceu que se trata apenas de uma "comunicação administrativa interna que ficou visível para o segurado.

A mensagem não demanda nova exigência ao requerente. No entanto, é importante que o segurado "verifique se existe outra exigência vinculado ao processo". E que tudo isso não passou de intercorrência administrativa diante de milhões de casos.

O problema de zerar a fila do INSS a qualquer custo é adiar o problema, aumentando o gasto público com indenizações, juros e correção. Essa redução não deve ser ostentada como troféu ou marca de uma gestão, acaso a redução não tenha se desenvolvido respeitando o direito de tantos que anseiam por uma resposta sensata.

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Em números

  • Em fevereiro deste ano, eram 3,1 milhões de pessoas aguardando resposta há mais de 45 dias

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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