A previsão do aporte foi confirmada em nota conjunta dos ministérios das Comunicações, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento e Orçamento.
Lista completa
- R$ 2,4 bilhões: prejuízo líquido no segundo trimestre de 2026.
- Redução de 5,5% do prejuízo do segundo trimestre ante o mesmo período de 2025.
- R$ 5,5 bilhões: prejuízo acumulado no primeiro semestre.
- Alta de 30,4% do prejuízo semestral em relação a 2025.
- R$ 7,9 bilhões: receita no primeiro semestre.
- R$ 274,5 milhões: margem bruta no semestre.
- Queda de 4,2% nos gastos com pessoal no semestre.
- R$ 233,7 milhões: economia com despesas de pessoal.
- 6.545: empregados desligados pelo PDV, dos quais 2.767 no primeiro semestre.
- R$ 322 milhões: economia com a regularização de passivos vencidos.
- R$ 1,8 bilhão: dívida bancária quitada antecipadamente.
- R$ 460,4 milhões: queda nas receitas do segmento internacional.
A operação de crédito foi realizada com garantia do Tesouro Nacional. Isso significa que, caso os Correios não cumpram as obrigações financeiras, a União poderá ser acionada para honrar a dívida com as instituições credoras.
Os Correios atravessam uma crise financeira marcada por sucessivos prejuízos, queda nas receitas e aumento das despesas. A empresa lançou, em dezembro de 2025, um plano de reestruturação com medidas destinadas a melhorar o caixa e recuperar os resultados.
Entre as ações estão o Programa de Demissão Voluntária (PDV), redução de custos, venda de imóveis ociosos, renegociação de contratos, mudanças na jornada de trabalho, alterações nos planos de saúde, retorno ao trabalho presencial e criação de um marketplace próprio.
Apesar do resultado negativo, o governo destacou mudanças no perfil da dívida da estatal no primeiro semestre.
Os Correios encerraram o período sem empréstimos com vencimento no curto prazo, quitaram uma operação considerada mais onerosa e conseguiram ampliar o prazo de parte da dívida de 18 para 180 meses.
Segundo os Correios, as tratativas estão em estágio avançado.
O governo também destacou a redução das despesas operacionais durante o primeiro semestre.
O desempenho do Ebitda, indicador utilizado para medir o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, também ficou acima do esperado.
Para o governo, os números indicam avanço na recuperação operacional, embora a situação financeira da empresa ainda exija medidas de reestruturação e reforço de liquidez.
Em maio, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ao governo a adoção de medidas para viabilizar o cumprimento da obrigação dentro do prazo previsto.
Em números
- Orçamento de 2027 terá aporte de R$ 6 bilhões aos Correios