Bancos veem mercado subestimando o crescimento da produção da Petrobras e apontam combinação de pré-sal, ganhos operacionais e forte geração de caixa como fatores para revisões positivas nas estimativas da companhia.
Petrobras: por que chega mais forte a esta eleição – e isso é subestimado por mercado.
Conforme o banco, fatores domésticos e internacionais parecem estar convergindo para possibilitar um aumento dos investimentos na mineração.
Incentivos domésticos e internacionaisO Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI), por exemplo, é apontado como um dos principais agentes capazes de posicionar a Argentina como um destino relevante para investimentos em cobre e lítio.
De acordo com os analistas, o regime melhorou de forma significativa o marco de investimentos para projetos de mineração de longa duração, com mais previsibilidade e menos incertezas relacionadas às politicas públicas.
Entre os principais benefícios oferecidos pelo programa, está a alíquota reduzida de 25% de imposto corporativo e até 30 anos de estabilidade regulatória.
Do lado internacional, o banco acredita que o crescimento sustentado da demanda tanto por cobre quanto por lítio nos próximos anos pode favorecer o movimento.
De acordo com os analistas, mesmo com as expectativas altas, o impacto direto esperado sobre as ações argentinas pode ser relativamente modesto. Com o aumento das exportações e da geração de moeda estrangeira, o banco espera que haja alguma contribuição para reduzir os spreads soberanos.
Além disso, há ainda a possibilidade de diminuir o custo de capital próprio e sustentar valuations mais elevados nos diversos ativos argentinos.
O impacto econômico poderia se estender muito além da própria produção mineral. Os analistas do BBA explicam que projetos de grande escala, como o desenvolvimento da mineração, costumam exigir investimentos substanciais em construção, logística, estradas, geração de energia, infraestrutura de transmissão e, em alguns casos, transporte ferroviário.
Junto com a demanda por mão de obra e serviços, investimentos como esses podem gerar oportunidades de emprego diretas e indiretas em uma ampla rede de fornecedores locais e setores da economia.
Ao longo de sua história, a mineração na Argentina desempenhou um papel relativamente limitado na economia. Dentre os mais variados fatores, o país divide fronteira com o Chile que é, hoje, o maior produtor de cobre do mundo.
Nessa fronteira, que se estende por mais de 5,3 mil quilômetros, o banco destaca as províncias andinas como possíveis fontes cada vez mais importantes de investimentos, atividade econômica e crescimento das exportações nos próximos anos.
Em números
- Nessa fronteira, que se estende por mais de 5,3 mil quilômetros, o banco destaca as províncias andina
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