A dívida de Minas Gerais com a União provocou um dos principais confrontos do debate da Band neste domingo (16). O candidato Alexandre Kalil (PDT) atacou o Propag e cobrou Cleitinho Azevedo (Republicanos) pelo voto favorável ao programa no Senado.
O ex-prefeito de Belo Horizonte também afirmou que a situação fiscal tornou o estado difícil de administrar. “Minas Gerais ficou ingovernável pelo Propag. Temos que resolver a questão da dívida.”.
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Cleitinho defendeu uma nova negociação com Brasília. “O próximo governador precisa ter diálogo com o próximo presidente para discutir a dívida”, afirmou. O senador também propôs rever isenções fiscais, combater sonegação e buscar aumento de receita.
O senador ainda criticou Romeu Zema (Novo) pela relação com o governo federal. “Foi fazer campanha presidencial, atacando o presidente atual, e não foi sentar para renegociar a dívida.”.
Roscoe e Simões também defendem ida a Brasília.
Flávio Roscoe (PL) afirmou que pretende reunir a bancada mineira para pressionar por uma nova negociação com a União.
Roscoe também defendeu medidas para estimular o setor produtivo e ampliar a arrecadação. “Vamos fazer um pacotão destravando as amarras aos empresários para aumentar o bolo.”.
Mateus Simões (PSD), por outro lado, defendeu o acordo conduzido pela atual gestão. Segundo ele, a dívida passou a caber no fluxo financeiro do estado.
Simões também disse que pretende cobrar do governo federal mais investimentos em Minas. “Se ele quer receber, que pelo menos devolva para Minas em investimentos.”.
Gabriel Azevedo (MDB) defendeu o cumprimento do Propag e maior fiscalização sobre as despesas estaduais.
O candidato também propôs rever benefícios concedidos a empresas e criar uma agência para acompanhar a qualidade do gasto público.
A dívida mineira se arrasta há décadas e concentra uma parcela relevante do endividamento dos estados com a União. Ao lado de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, Minas está entre os quatro estados que respondem por cerca de 90% do estoque dessas dívidas.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.