No mês passado, os órgãos reguladores chineses aprovaram o pedido da empresa para abrir capital em Hong Kong, dando sinal verde a um IPO que está sendo preparado há mais de quatro anos.
As tentativas anteriores da Shein de abrir capital em Nova York e Londres foram frustradas pela oposição de políticos e pelo escrutínio sobre sua cadeia de suprimentos na China.
No entanto, sua avaliação foi afetada pela adoção de tarifas nos Estados Unidos, bem como pelo fim de isenções tributárias que permitiam à empresa evitar o pagamento de impostos de importação ao enviar pedidos de clientes para os EUA ou para a União Europeia.
Enquanto isso, intensificou-se a concorrência da rival chinesa Temu —que copiou o modelo da Shein de enviar produtos diretamente das fábricas para as casas de consumidores ocidentais.
No período, o custo do frete aéreo também aumentou.
Outras pessoas a par das apresentações do IPO a investidores alertaram que a Shein, que fabrica na China, mas mantém sua sede corporativa em Singapura, pode ter dificuldade para convencer grandes investidores institucionais chineses a comprar ações na oferta inicial.
A Shein não respondeu a um pedido de comentário. Dois dos principais bancos envolvidos no IPO, Goldman Sachs e Morgan Stanley, não quiseram comentar. O terceiro, J.
P. Morgan, não respondeu a um pedido de comentário.
Em números
- IPO da Shein é apresentado a investidores com avaliação inferior a US$ 30 bilhões
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.