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Economia Revisado por ULTRA AI

Indústria marítima recorre ao vento para reduzir consumo de combustível

Tecnologia de 35 metros será testada em navio porta-contêineres para reduzir gasto de combustível

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

A Maersk, empresa dinamarquesa de logística e transporte marítimo, assinou um acordo para instalar a primeira vela eólica em um navio porta-contêineres, enquanto a indústria marítima retoma uma tecnologia antiga para reduzir o consumo de combustível e atender a regulamentações ambientais mais rigorosas.

A vela, um rotor eólico de 35 metros de altura desenvolvido pela empresa britânica Anemoi, será instalada em um navio porta-contêineres de médio porte como parte de um projeto-piloto.

A iniciativa pretende avaliar se a tecnologia pode reduzir significativamente os custos com combustível e licenças de emissão.

Nick Contopoulos, diretor comercial da Anemoi, afirmou que os navios porta-contêineres representam um desafio específico para a instalação de sistemas de propulsão eólica, já que quase todo o espaço do convés é utilizado para armazenar cargas.

Os navios porta-contêineres não têm sido uma opção óbvia para essas instalações por causa da questão do espaço no convés", disse. Ele acrescentou, porém, que o uso de velas modernas nesses navios apresenta algumas vantagens.

Eles seguem rotas muito específicas. Portanto, conhecendo a previsibilidade do vento e a velocidade operacional da embarcação, é possível direcionar as rotas para áreas com ventos mais fortes, o que melhora o modelo de negócios e o retorno sobre o investimento", afirmou.

Há pouca semelhança entre os rotores eólicos instalados pela Anemoi e as tradicionais velas brancas presas aos mastros, cuja utilização remonta ao antigo Egito.

A tecnologia do rotor gira com o vento e utiliza um fenômeno físico pelo qual objetos em rotação geram propulsão, conhecido como efeito Magnus, para impulsionar a embarcação para a frente.

Segundo a Anemoi, os rotores podem operar em mares agitados e com velocidades de vento de até 35 metros por segundo.

O rotor que será instalado no navio da Maersk ficará na proa, em posição vertical. Outros sistemas desenvolvidos pela Anemoi podem ser recolhidos quando o navio chega ao porto.

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Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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