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Economia Revisado por ULTRA AI

Inadimplência avança a 29,9% em agosto, puxada por famílias de menor renda, diz CNC

A inadimplência avançou para 29,9% em agosto. Dados da CNC revelam que a baixa renda lidera a dificuldade de pagar as dívidas.

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A inadimplência voltou a subir em agosto, a 29,9%, enquanto o percentual de famílias que declaram que não têm condições de pagar as dívidas em atraso subiu a 12,5%.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) nesta quinta-feira (10).

O endividamento se estabilizou em relação a julho, em 82%, mas em patamar superior ao mesmo mês do ano passado, quando era de 78,8%.

Apesar dessa estabilidade, o grupo que declara não ter condições de pagar as contas em atraso subiu para 12,5%, atingindo o maior nível desde fevereiro. A pesquisa aponta que o tempo médio de atraso, que estava caindo havia três meses, voltou a subir para 65 dias.

Segundo a CNC, os resultados de agosto mostram as famílias com menor controle sobre as contas, mesmo com maior prazo para pagamentos.

As projeções apontam para uma contínua elevação das contas em atraso no próximo trimestre. A expectativa da entidade é que o aumento da inadimplência seja acompanhado de uma redução gradual do endividamento geral, como reflexo da tentativa das famílias de estabilizar o próprio orçamento.

Deterioração se concentra na base da pirâmide.

A piora nos indicadores é liderada de forma pela população mais vulnerável. O levantamento mostra que as famílias com renda de até três salários mínimos foram as únicas a registrar crescimento nas dívidas em atraso, com alta de 0,3 p.p., alcançando 38,8%.

Esse mesmo estrato social teve o maior avanço na proporção de pessoas que afirmam que não terão como quitar seus débitos (de 17,8% para 18,3%) e viu o endividamento total subir de 84,1% para 84,9%.

De acordo com a CNC, essas famílias possuem um orçamento mais escasso e dependem mais do crédito para manter o consumo, o que gera maior impacto na capacidade de pagamento.

Em movimento contrário, as famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos apresentaram retração de 1,4 p.p. no endividamento (para 77,2%) e queda de 1,1 p.p.

na proporção de dívidas em atraso (caindo para 20,3%).

No topo da pirâmide, para rendas acima de dez salários mínimos, houve um leve avanço no endividamento (+0,3 p.p., para 72,3%), mas a fatia de contas em atraso diminuiu para 14,9%.

Aperto no orçamento e percepção de risco.

Um dos fatores de alerta revelado pela pesquisa é o peso dessas obrigações na renda. A fatia de famílias que relatam ter mais da metade de seus rendimentos vinculados a dívidas saltou para 19,2%, o maior patamar desde março deste ano.

Na média geral, o comprometimento da renda com dívidas manteve-se em 29,5%.

A percepção de estrangulamento financeiro também cresceu: a parcela dos que se consideram “muito endividados” registrou leve alta, passando de 17,1% em julho para 17,4% em agosto.

Por outro lado, o grupo que se avalia como “pouco endividado” recuou para 34,9%. A pesquisa pontua, no entanto, que esse indicador possui caráter subjetivo e expressa a percepção das famílias sobre a própria condição financeira, não configurando necessariamente uma situação técnica de superendividamento.

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Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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