O ministro enviou um ofício à empresa que respondeu aos questionamentos nesta sexta-feira (28).
No documento, o iFood diz que os entregadores do Mais Entregas ganham entre 10% e 30% mais do que os entregadores do modelo tradicional. Isso porque, além do valor mínimo, haveria um pagamento fixo a quem escolhe a modalidade.
Em nota enviada à Folha, a Secretaria-Geral da Presidência diz que "a resposta do iFood é insuficiente e não esclarece os principais problemas no Mais Entregas apontados pelos entregadores.
O órgão afirma ainda que desde que o modelo foi implantado recebeu centenas de reclamações dos trabalhadores dizendo que o Mais Entregas impõe um sistema que reduz a remuneração.
Segundo estes relatos, os entregadores que se recusam a aderir passam a receber menos demandas pelo algoritmo como uma espécie de punição. A falta de transparência das plataformas é um problema crítico e nosso governo tomará medidas rápidas e efetivas para combatê-la", afirma a Secretaria-Geral.
A modalidade Mais Entregas funciona de forma diferente da chamada Nuvem. Nela, o entregador precisa se cadastrar previamente e escolher um período do dia e um local da cidade onde atua para trabalhar.
Naquele período, ficará no local escolhido e fará as entregas em torno daquela localidade.