A Caixa Econômica Federal apresentou na madrugada desta quinta-feira (17) uma nova proposta para o Saúde Caixa, principal ponto de impasse que levou os funcionários do banco a entrarem em greve nacional por tempo indeterminado desde o último dia 10.
- R$ 660 para dependentes indiretos filhos entre 21 e 24 anos.
- R$ 900 para filhos de 24 a 27 anos e pais ou mães remanescentes.
Segundo a Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE), a oferta amplia a participação financeira do banco no plano de saúde e preserva regras que eram reivindicadas pelos trabalhadores.
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De acordo com as entidades sindicais, a principal mudança é o aumento de 6,5% para 9% da folha de pagamento do teto de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027.
A proposta também mantém o chamado pacto intergeracional, sem cobrança diferenciada por faixa etária, e preserva o plano de saúde dentro do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Para 2026, não haverá reajuste nas mensalidades do plano, e a Caixa ficará responsável por absorver o déficit do Saúde Caixa, segundo o sindicato.
A proposta também trata do desconto dos dias parados. Segundo o sindicato, o dia de paralisação realizado em 20 de agosto será abonado. Já os dias úteis de greve deverão ser compensados pelos empregados em até 180 dias, caso a proposta seja aprovada nas assembleias marcadas para segunda-feira (21).
A proposta foi apresentada em uma rodada de negociação iniciada na quarta-feira (16), em São Paulo, que avançou durante a madrugada desta quinta. O texto será submetido à votação dos empregados em assembleias eletrônicas marcadas para a próxima segunda-feira (21).
O limite de contribuição do grupo familiar, formado pelo titular e dependentes diretos, ficará em 9%.
Outro ponto aceito pelo banco foi a previsão de pelo menos um empregado dedicado exclusivamente ao Saúde Caixa em cada Gerência de Pessoas (Gipes) e Representação Regional de Pessoas (Repes).
Além das mudanças no plano de saúde, a Caixa apresentou ajustes no programa de remuneração variável Super Caixa.
Entre as medidas previstas para o segundo semestre deste ano estão a ampliação da premiação inicial por habilitação, que passará de 25% para 50%, mudanças nos critérios de avaliação e maior transparência nos painéis de resultados.
O banco também informou que não haverá penalização relacionada aos programas Figital e Genesys em 2026. Segundo a proposta, o projeto continuará em fase piloto e seguirá sendo discutido com representantes dos empregados antes da definição das regras para 2027.
Segundo os sindicatos, a proposta preserva todas as cláusulas já previstas nos acordos coletivos e na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.
Greve começou após rejeição de proposta anterior.
Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde o dia 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.
A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações.
Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária como um todo já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
O acordo prevê reposição da inflação pelo INPC e aumento real de 0,6% por dois anos, além de medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão.
Caso a proposta agora apresentada seja aprovada pelos trabalhadores nas assembleias da próxima segunda-feira, a expectativa das entidades sindicais é de encerramento do movimento grevista e implementação das medidas negociadas.
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