O banco público, afetado pelo escândalo do Banco Master, precisa do dinheiro para cobrir o rombo deixado pelas operações com a instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Celina Leão não detalhou quais despesas foram cortadas, mas disse que a reversão do déficit vem de corte de gastos e diminuição de custeio da máquina pública.
Segundo Valdivino, a execução orçamentária do governo do Distrito Federal era baseada em liberdade fiscal total. "Temos em torno de 60, 70 unidades orçamentárias e elas tinham liberdade total para executar o orçamento. Isso acabou."
Celina Leão era vice e assumiu como governadora do DF no fim de março, depois que Ibaneis Rocha (MDB) renunciou para tentar viabilizar uma candidatura nas eleições deste ano.
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A expectativa da gestão dela é que o resultado das contas nos 12 meses até julho demonstre que o Distrito Federal tem capacidade de pagar o empréstimo tentado na operação do BRB.
Para o secretário de Economia, há viabilidade de demonstrar um "Capag provisório", ou seja, uma melhora no indicador de capacidade de pagamento feito pelo Tesouro Nacional, antes mesmo da revisão formal dos parâmetros. Para 2026, isso só seria feito no próximo ano.
Valdivino e Celina não disseram se o governo do Distrito Federal vai insistir em uma garantia da União para o empréstimo.
"Não vamos adiantar aqui porque isso vai ser tratado no Supremo na [próxima] quinta-feira", disse a governadora. "Temos documentações, inclusive sobre a previsibilidade de um Capag A provisório, que existe, há um termo econômico sobre isso, que é a previsibilidade [na relação despesas/receitas]".
Celina não citou o ministro da Fazenda, Dario Durigan, mas voltou a falar em "certa inércia", em referência à declaração que a gestão distrital fez ao STF ao pedir a audiência da próxima semana. Na quinta, Durigan disse que a acusação é "totalmente descabida".
Uma das dificuldades do governo do Distrito Federal na operação de empréstimo vem de sua nota C na Capag do Tesouro Nacional, em uma escala que vai de A (melhor) a D (pior).
O cálculo do GDF para defender que conseguiria essa reavaliação provisória considera o índice de endividamento do governo, o índice de liquidez relativa e a poupança corrente.
"Estamos envolvidos em uma polêmica desde que assumimos, a polêmica do BRB, cuja solução final agora passa por uma operação de crédito de 6,6 bilhões e que nós propomos pagar em 12 anos", disse.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.