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Economia Revisado por ULTRA AI

Gestora de US$ 1,3 tri defende precaução nos mercados, foge dos EUA e compra Sabesp

Laura Howenstine, da estratégia Global Quality Growth da Wellington Management, defende posição abaixo da média nos EUA, e comprada em saneamento brasileiro

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Economia — imagem padrão

Parece conservador num momento de euforia com inteligência artificial. Mas foi justamente essa obsessão por defesa que levou a gestora a três apostas fora do consenso.

A primeira é geográfica. O fundo global está com exposição abaixo da média nos Estados Unidos e sobrealocado em Europa, saúde e imóveis. “Temos exposição na Europa, na Ásia, no Japão, nos Estados Unidos e até no Brasil”, afirmou Howenstine.

São de 70 a 75 ações na carteira, contra um mercado que passou anos estreito, premiando um punhado de gigantes de tecnologia.

O momento ajuda a tese. Depois de três anos carregando a bolsa americana, as Sete Magníficas perderam força em 2026. Enquanto o S&P 500 subia cerca de 10% no primeiro semestre, o índice que exclui as sete gigantes avançava perto de 15%, e a cesta das próprias Magníficas ficava de lado.

A abertura do mercado para além das big techs é o ambiente para o qual a estratégia foi desenhada.

No Brasil, a aposta é o saneamento. Howenstine citou a Sabesp (SBSP3) como uma ação que pontua bem no modelo por combinar crescimento durável, margens de caixa elevadas e valuation atraente.

A empresa está entre as dez maiores posições do fundo global, ao lado de Nvidia, Alphabet, TSMC, Microsoft e Eli Lilly. Numa carteira que compara cada ação com todas as outras do mundo, uma estatal de saneamento recém-privatizada dividir espaço com as líderes de IA diz muito sobre o que a gestora chama de qualidade.

O conceito, para Howenstine, mistura duas variáveis: as margens de caixa que a empresa deve gerar, projetadas a partir de dois anos à frente e ao longo dos cinco seguintes, e o retorno sobre o capital empregado.

A segunda pesa quando a companhia reinveste o caixa em vez de devolvê-lo em dividendos ou recompra. “Se estão reinvestindo essas margens de caixa de volta no negócio, como vemos as hyperscalers fazendo hoje, queremos ver evidência de altos retornos sobre esse capital”, explicou.

É aí que mora a maior ressalva da entrevista. Perguntada sobre a exposição que mais a preocupa, Howenstine não apontou um setor sobrealocado. Apontou um risco de retorno.

A atenção está nos hyperscalers que gastam somas colossais em infraestrutura. “Estamos mais preocupados com os retornos daqui para frente do que com extremos de valuation”, afirmou.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • InfoMoneylink

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