A economia deve crescer perto de 2% neste 2026. É o que dá para depreender do resultado do PIB do segundo trimestre, divulgado nesta terça (1º) pelo IBGE, e do andamento do terceiro trimestre até aqui.
No último ano, nos últimos quatro trimestres, o PIB cresceu 1,9%, menor ritmo desde 2019 (excluídos tempos da epidemia). O auge do crescimento anual sob Lula 3 foi o primeiro trimestre de 2025, de 3,6%.
Se o crescimento trimestral for zero neste segundo semestre, o PIB aumenta 1,8% em 2026.
Não é lá grande coisa. Não é ruim, se considerados as taxas de juros. As aparências enganam um tanto, porém. No miolo do PIB, por dentro, o pão é mais bolorento.
O investimento produtivo vai às mínimas. O PIB andou no trimestre por causa de agropecuária e indústria extrativa (petróleo e ferro) e pouco mais de positivo. A dita "demanda doméstica" (gasto privado, do governo e investimento) não cresceu no trimestre.
O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, ante o anterior. O consumo privado, dito também "das famílias", caiu 0,4%. Em um ano, cresceu 0,9% apenas. É o menor ritmo de crescimento do consumo desde 2017, quando o país saía rastejando da Grande Recessão de 2014-2016 (sempre desconsiderando os tempos da epidemia, 2020 e 2021).
Desacelera desde o final de 2024, quando aumentava a 5,1% ao ano.