Enquanto o governo brasileiro decide como vai aplicar reciprocidade à injustificável sobretaxação de nossos produtos pelos Estados Unidos, o agro nacional discute como contornar um "tarifaço" do outro lado do mundo.
A carne bovina ficou fora das novas taxas impostas por Donald Trump, mas agora enfrenta algo ainda pior, vindo de Xi Jinping: uma tarifa que pode saltar de 12% para 67% da noite para o dia.
A barreira chinesa subirá assim que atingirmos a cota de 1,106 milhão de toneladas desembaraçadas naquele país neste ano. Na última semana, o Ministério do Comércio da China informou que o Brasil já havia preenchido 90% do limite.
Como quase 1 milhão de toneladas já havia entrado no mercado chinês no início de agosto, os frigoríficos reduziram os embarques. Em julho, as vendas à China caíram 47% na comparação anual.
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Enquanto os embarques para a China são travados, seu maior rival pode ter apetite para colocar mais carne brasileira no prato. O rebanho dos Estados Unidos caiu para 86,2 milhões de cabeças, o menor patamar desde 1951, e o país deverá importar cerca de 2,75 milhões de toneladas neste ano.
Os balanços de JBS, MBRF e Minerva, divulgados na última semana, dão pistas sobre o que vem pela frente. Quem depende mais do boi está no centro da turbulência.
Em números
- A barreira chinesa subirá assim que atingirmos a cota de 1,106 milhão de toneladas desembaraçadas naquele país neste an
- Como quase 1 milhão de toneladas já havia entrado no mercado chinês n
- O rebanho dos Estados Unidos caiu para 86,2 milhões de cabeças, o menor patamar desde 1951, e o país
- Deverá importar cerca de 2,75 milhões de toneladas neste ano
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.