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Economia

Folha lança portal C-Level e amplia cobertura de negócios e finanças

Site próprio expande conteúdo do jornal para assinantes

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

A Folha apresenta nesta terça-feira (15) o novo C-Level, site com informações sobre negócios e finanças e curadoria de notícias para executivos, profissionais do mercado financeiro e de órgãos públicos e para o leitor e a leitora interessados nesses temas.

  • Bayer aposta em remédio não hormonal para menopausa no Brasil, afirma executivo.
  • Brasil pode estar na antessala de uma crise de crédito no mercado imobiliário, diz gestor de fundos.
  • Fundo Baobá vê reforma tributária como abertura para justiça racial.

Um ano depois, o programa de entrevistas foi ampliado e, desde junho, é gravado também em São Paulo.

Agora, o C-Level dá mais um passo com um portal próprio, que organiza e torna mais acessível toda a produção do jornal de negócios e finanças, além de inteligência artificial, infraestrutura, economia sustentável, agronegócios e regulação.

A cobertura de inteligência artificial aplicada aos negócios receberá um olhar especial, com análises sobre o impacto das novas ferramentas nos negócios e estratégias possíveis.

Dois colunistas serão dedicados ao tema: Anderson Soares, professor da Universidade Federal de Goiás, onde fundou o Centro de Excelência em inteligência artificial (Ceia), e Martha Gabriel, CEO da FutureNow, empresa de automação e integração com IA para negócios, além de Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, que seguirá escrevendo sobre tecnologia.

O evento de lançamento do site, em 24 de setembro, terá uma conversa para convidados com Arminio Fraga, economista e ex-presidente do Banco Central, sobre estabilidade e responsabilidade fiscal.

Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha, diz que o C-Level nasceu de uma constatação simples: quanto maior o volume de informações disponíveis, mais difícil se torna identificar aquelas que realmente importam.

O produto reforça uma convicção da Folha: o bom jornalismo não se limita a registrar os fatos. Ele deve fazer as perguntas incômodas, testar premissas, contrapor declarações a dados e separar projetos viáveis de promessas de conveniência.

Isso se torna ainda mais importante às vésperas de uma eleição presidencial", diz Dávila.

Carlos Ponce de Leon, diretor-geral da Folha, afirma que Economia, área que será reforçada pelo novo produto, é uma das editorias que mais trazem assinaturas ao jornal e que negócios e finanças são áreas nas quais a Folha ainda tem espaço para crescer.

A proposta de concentrar em um site tudo de mais relevante em negócios, finanças e outros temas de alto interesse de executivos certamente irá ajudá-los a tomar decisões mais bem fundamentadas.

O novo site reunirá 14 colunistas com diferentes temas. Além dos dois especialistas em tecnologia e IA, quatro terão o empreendedorismo como foco: Flávio Augusto, presidente da Wiser Educação, Renata Vichi, empresária e conselheira do Grupo CRM, dono de marcas como Kopenhagen, Sergio Zimerman, fundador da Petz, e Natalia Martins, fundadora do Natalia Beauty Group.

Marcelo Barbosa, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários, falará sobre temas de direito ligado a empresas. Já tributação seguirá sob escrutínio de Eduardo Cucolo, repórter de Economia especializado no tema.

Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset Management, e Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, escreverão sobre política econômica. Mauro Zafalon terá a coluna Vaivém das Commodities publicada no portal.

Marketing será o tema de Renata Gomide, Chief Marketing Officer do Boticário, e pensamento crítico, o de Carolina da Costa, diretora de impacto e sustentabilidade da Stone e PhD em educação e cognição pela Rutgers University.

Recentemente, o C-Level Entrevista estreou uma temporada especial em vídeo dedicada aos programas econômicos dos candidatos à Presidência nas eleições de 2026.

Entre as cinco campanhas mais bem posicionadas na disputa deste ano, os primeiros episódios trouxeram Daniella Marques, a porta-voz de Flávio Bolsonaro; Dario Durigan, ministro da Fazenda de Lula; e Carlos da Costa, porta-voz de Romeu Zema.

Durigan rejeitou a avaliação de que a economia vive uma crise com onda de recuperações judiciais e extrajudiciais. Disse que Lula quer desonerar a folha de pagamento e rever gastos obrigatórios em um quarto mandato.

Costa afirmou que Zema vai unificar programas sociais sob um novo Bolsa Família e que quer vincular gastos a metas.

Já Marques disse que Flávio Bolsonaro terá programa para endividados e regra fiscal, mas evitou detalhar cortes de gastos, afirmando que isso será decidido na transição: "Não sou Mãe Dináh", disse.

Em São Paulo, desde junho, foram ao ar 14 entrevistas com executivos como Raquel Reis, CEO da SulAmérica Saúde e Odonto; Matteus Caprecci, CMO da empresa de games Wildlife Studios; Luiz Fernando Leone Vianna, vice-presidente institucional e regulatório do grupo Delta, comercializadora de energia, Julio Vieira, CEO do HCor, e Giovanni Harvey, diretor-executivo do fundo patrimonial Baobá.

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