O capital internacional registra um movimento de retomada no mercado acionário brasileiro neste início de setembro, após as saídas apuradas no mês anterior. A atratividade dos múltiplos descontados, aliada a ajustes na dinâmica da inflação, às projeções de juros e à evolução do ambiente eleitoral, reposiciona os ativos domésticos nas estratégias de alocação de investidores globais.
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No cenário internacional, a recomendação para o mercado acionário norte-americano ganhou novo direcionamento com o setor de tecnologia assumindo a liderança do ranking setorial, acompanhado pelos segmentos de comunicação e financeiro.
A trajetória dos fluxos financeiros internacionais deve continuar exposta a oscilações mais intensas no curto prazo, refletindo o andamento do calendário e das disputas eleitorais no país.
Perspectiva otimista para o setor de tecnologia dos EUA.
A perspectiva para o mercado de tecnologia nos Estados Unidos permanece otimista, com foco em frentes que apresentam maior visibilidade de receita e sustentabilidade financeira.
As oportunidades mais promissoras concentram-se na cadeia de semicondutores e infraestrutura (impulsionadas pela oferta restrita perante a forte demanda), além de empresas de software que já transformam soluções em inteligência artificial em faturamento recorrente.
Reformulação das carteiras recomendadas para setembro.
A estratégia de alocação para o período passou por reformulações pontuais, com a diminuição das posições em crédito privado pós-fixado e o aumento da parcela em títulos prefixados, além do encurtamento do prazo médio sugerido de quatro para três anos.
No mercado local, o cenário exige postura criteriosa na escolha de ativos em renda fixa e ações, buscando capturar oportunidades abertas pelo prêmio de risco elevado.
No âmbito internacional, a alocação em renda variável segue impulsionada pelas teses ligadas à inteligência artificial. Para reforçar a proteção e a diversificação dos portfólios, a alocação em ativos alternativos, como o ouro, permanece recomendada.
Efeitos do clima no desempenho das varejistas.
Rigor e seletividade na concessão de crédito dos grandes bancos.
Mesmo com a expansão dos empréstimos no segundo trimestre de 2026, as taxas de juros altas e o avanço da inadimplência forçaram os bancos a fechar a torneira para operações de maior risco.
O balanço dos seis maiores conglomerados do país, responsáveis por quase três quartos do crédito nacional, aponta para um sistema robusto e capitalizado, mas revela discrepâncias marcantes de rentabilidade e perfil de risco conforme a composição da carteira e a estratégia de concessão de cada instituição.
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