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Economia Revisado por ULTRA AI

Fachin toma a rédea da crise sob a sua caneta, mas deveria fazer mais

O STF não tem outra opção

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

Demorou, mas Edson Fachin começou a agir. Após o escândalo institucional instalado na Suprema Corte do país, o presidente do STF tomou as rédeas da crise sob a sua caneta e colocou o conflito para debaixo do seu guarda-chuva.

Numa decisão sem precedentes, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do insustentável inquérito das fake news, que exerceu por longos sete anos. A investigação teve em sua gênese a blindagem de autoridades da República contra apuração da Receita Federal.

Mas também manteve Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da PF, contrariando decisão do ministro André Mendonça de retirá-lo do cargo, ação que escalou a crise e inflamou a República a menos de um mês das eleições.

A crise no STF já interfere nas eleições, e o estrago foi feito. Fracassou o acordo proposto entre importantes atores dos três Poderes para que as investigações do Master e do INSS não fossem usadas como arma eleitoral.

Fachin foi até onde era possível diante do conflito entre ministros no Judiciário, que se transformou no maior cabo eleitoral na corrida presidencial. Mas ele pode fazer mais.

O STF não tem outra opção. Deve acabar de vez com o inquérito das fake news, retirar a relatoria do Master e do INSS de Mendonça, conter os vazamentos seletivos e remover o sigilo do caso do banco de Daniel Vorcaro, incluindo as informações sobre o dinheiro repassado pelo ex-banqueiro para o filme "Dark Horse.

Fachin tem até o dia 15, no julgamento das mensagens de Vorcaro para Moraes, para conduzir o processo e buscar respaldo para suas ações. Só assim o eleitor vai às urnas no dia 4 de outubro e votará sabendo quem é quem.

Agora é evitar que o conflito institucional de hoje, que abala a confiança da população no Judiciário e move perigosamente as eleições, vire uma crise econômica pelo afastamento de investimentos por insegurança jurídica.

A crise não acabou e levará anos até a acomodação, mas precisava de um freio que começou nesta quarta-feira histórica.

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Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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